P A R I S / Paris!
Ainda não decidi se esta é a minha música da semana de Paris, a Paris, do Taxi Girl, bem trash ou a classe do Concerto para violinos de Bach, ouvida no Balmain. Estes são detalhes que nos chamam a atenção, além das roupas, sapatos e bolsas. Ou os cabelos, raspados e de franjas picotadas, no Acne Studio ou os naturais, em Saint Laurent.
Brinco e coque simples em St. Laurent
O que se conclui por enquanto, de segunda até quarta-feira, é que os criadores pretendem que usemos couros ou similares, sem pensar em texturas crocodiláceas ou serpentíferas: está mais para um verniz fino.
Look Louis Vuitton
Outro ponto é o laço. Tem laço nas blusas de Saint Laurent, nos vestidos da Dior, nas golas da Acne. Cada um escolhe a proporção do laçarote que quer usar.
Vestido com laço no tomara que caia da Dior
A moda muda por décadas. Já tivemos o hippie sem regras, nos anos 1970; a Lycra e os ombros nos 80; o começo do domínio do preto nos 90 e a moulage. No século 21, começamos com a alfaiataria e pelo jeito vamos amolecer nesta década de 2020, com os drapeados delicados. Um estilo bonito, que disfarça formas e se aproxima bastante da roupa de ateliê, por exigir alguns ajustes.
Aliás, a ponta da pirâmide sempre dá um jeito de ser diferente dos níveis inferiores. Não quer mais saber do luxo de marcas famosas, do saber escolher peças incríveis nos brechós ou de logotipos reconheciveis. Homens e mulheres daquela pontinha da pirâmide estão voltando aos alfaiates antigos, para ter a roupa própria, exclusiva, sob medida. Pelo jeito, as costureiras e modistas voltam à ação em breve.

