Está é a razão de assistir a tudo, se tiver convite ou o link da live: as surpresas acontecem. A marca dos suecos foi fraca no verão. E agora, quantos vestidos e saias cobiçáveis, com umas pregas soltas, diferentes. Retratos feitos por estudantes de Arte printados em vestidos retos, ciclistas usadas com botas com pelos (sintéticos). Uma ousadia rara na Acne: os paletós só de um lado no desfile. Nem investiram demais no jeans, que sempre foi a base da marca. No colorido, segue os colegas da semana: preto, branco, coral, verde e vermelho. 

Que bom ter esta surpresa.

E mais: a Suécia é boa de moda. Tem a Acne e a HM! / mais uma prova de que não podemos recusar nem um obscuro showroom, se der tempo. Conheci a Acne em 1996, no primeiro showroom em uma porta qualquer da rue de Rivoli. Junto com a amiga Silvia de Souza, curti o trabalho que no princípio era só jeans. Sabem aquele pessoal simpático, liderado pelo Jonn Johanssen, com olhar de gratidão porque jornalistas se interessaram pela coleção? Trinta anos depois vejo a evolução da Acne Studios. E só na live eram mais de mil pessoas.