Salinas sempre foi a marca de praia das cariocas jovens, daquelas que ficavam até a Pedra da Gávea esconder o Sol. Seria a Pedra da Gávea mesmo, ou os prédios da Vieira Souto?

Esta dúvida estranha aconteceu no desfile da Salinas. Um começo familiar, com as modelos de calças soltas, em tons de verde, os cabelos cobertos com toalhas. Ok, é bem a volta da praia. Vale falar da cantora Agnes Nunes, uma bonequinha de voz linda, acompanhada pelo acordeon da Lívia Mattos.

Na moda praia de verdade, o estilo deixou de ser o corte sábio dos biquínis, a simplicidade dos maiôs Salinas. Veio um lote de deslumbrantes complementos artesanais de franjas e contas que faziam colares, braceletes, cobriam biquínis. E um luxo raro na Salinas do tempo da Jacqueline De Biase: vários looks praianos com pássaros bordados, inspirados nas aves que se movimentavam nas placas da boca de cena.

A melhor parte da coleção assinada por Adride Bozon é a ala de longos chemises, com leggings e tops ou caminhões azuis, a cara do Rio. Alguns com pareôs sobre o conjunto.E os blusões folgados em laranja ou vermelho.

Mas ainda viria mais estranheza. Uma série de peças em tecido vermelho brocado, desde a saia em três camadas preguiças até um desnecessario corpete que no cobria o busto da modelo.

Há peças bonitas, sem dúvida. Mas para quem conheceu a marca antes da venda para a in Brands, ficou a dúvida: cadê a Salinas?

Compra ou não?

Vai na certa: nos longos chemises azuis,sobre leggings.Nos blusões e para quem curte um logo (eu!eu!), os tops com Salinas escrito na frente.

Hesite: nos biquínis e maiôs com pássaros aplicados. Bonitos na passarela,mas ofuscates no sol da praia

E mais: o que era aquele corredor de tecido no meio da passarela? Achei que haveria alguma ação, e nada/:foi longo, assim como o Normando / muito bom, reencontrar a Daniela Maia, que batalhou por este projeto