Parece que estamos mesmo em fase de viagens, depois que a moda perdeu espaço de interesse para a casa e a gastronomia. São os ciclos de consumo e interesse da humanidade. Lembrando que nos anos 1990 o Brasil era o país com maior número de alunos e escolas de moda do mundo. 
Falo que agora a vontade é de viajar porque até as grandes marcas estão deixando seus pontos tradicionais e se deslocando para outras plagas. Como a coleção Métiers d´Art, da Chanel, que desfilou em Seul. Agora foi a linha masculina da Zegna, que trocou a semana de Milão pela Califórnia, mais precisamente no Malibu Pier, em Los Angeles.

Um novo colorido quebra as tradições neutras da marca Zegna

O diretor criativo, Alessandro Sartori – o sobrenome já deriva da palavra italiana para “alfaiate”, mudou também o conceito de cores da coleção do verão 2027. Acrescentou cores mais fortes, diferentes das clássicas neutras, típicas da Zegna. A escolher entre verde, laranja, azul, amarelo ou cítricos. São cores que iluminam os conjuntos de bermudas e shorts, alguns com jaquetas até de couro – esperam que o verão de 2027 não seja como o atual, calorão, e tenha temperaturas para os casacos, blusões e jaquetas..

A alfaiataria em linhos e sedas

Aliás, esta foi a inspiração da coleção foi justamente o hábito dos italianos de mudarem para lugares mais frescos, para as vilas longe das grandes cidades. É a Villeggiatura, que deve estar em pleno movimento atualmente, devido ao verão calorento deste ano na Europa.
Uma boa ação da Zegna: plantaram árvores nas áreas da Califórnia afetadas pelos incêndios.
O fundador foi Ermenegildo Zegna (1892-1966), quem continua a marca é o neto, outro Ermenegildo Zegna, apelidado de “Gildo“, nascido em 1955. Em 2021 a marca ficou com o nome apenas “Zegna”. Devia ser difícil para os grandes elegantes americanos falarem Ermenegildo..