No atual troca-troca de diretores de criação, a marca Proenza Schouler se deu bem. Rachel Scott entrou no lugar da dupla fundadora Lazaro Hernandez e Jack McCollough no ano passado. Eles foram para a Loewe (começaram bem, convocando o ator coreano Song Kang como representante global). E a Rachel mostrou uma ótima coleção.
O impacto de partida é a continuação dos animal prints, quase irreconhecíveis em preto e branco ou vermelho e preto, em casacos, saias e vestidos. Um zebrado estilizado. Ou tigrado? Não importa, ficou bom, sem cansar pelo tema.
Depois, alguns franzidos que movimentam saias em tons de bege clarinho, Blazer grande com saia desembainhada, irregular, vestidos em verde escuro, cor que há muito tempo não se vê nas modas. E uns longos ajustados, com ares asiáticos, contornados de preto.
Vamos aguardar a coleção dos meninos, que sempre foram queridinhos das it-girls novaiorquinas, agora no comando da Loewe. Substituíram o Jonathan Anderson, que foi para a Dior. Onde estava a Maria Grazia Chiuri, que foi para onde mesmo? Ah, para a Fendi. Por favor vamos parar por aqui, porque ainda tem muita troca neste ano. E não posso esquecer de falar do meu querido Olivier Rousteing, que saiu da Balmain e foi para a Rabanne..
Pense em vestir: quer um Proenza Schouler chic e discreto? Leva a saia preta com barra de estampa de leopardo. Irresistível. Quer um mais chamativo? Uma saia com metade zebrada, em preto e branco. Perfeita para as CEOs dos doramas coreanos de figurinos bons (porque tem uns, mais antigos, que são de chorar)
Hesite: na ala dos estilos meio orientais. Marcantes, mas um tanto cenográficos. 
Fotos WWD