Ai, que difícil. Nunca tive o privilégio de ver um desfile do Cristóbal Balenciaga, o genial espanhol que combinava costura e arquitetura em suas propostas. Faço questão de ver todas as exposições com seu trabalho – uma das melhores está no Museu da Moda, em Madri.
Daí, que fico preocupada com a missão do Pierpaolo Piccioli, que assina pela sexta vez a marca. Depois de sair da Valentino, onde criava baseado em Arte e Cultura. Para o verão 2027 ele apresentou muito branco – certo, o mestre espanhol gostava de branco -, muito preto – também, ok – e uma variação de azuis, arenosos, jeans – com cós alto.
Uma coleção grande, urbana. Diferente do que faria El Siñore, que nunca se rendeu ao prêt-à-porter. São outros tempos, o que Balenciaga fez é Arte de Museu. Só tenho uma sensação que falta atualmente uma potência (acho que estou vendo Master Chef demais), no estilo. Algo que desperte a cobiça do consumo. Vamos ver a reação das vendas. E torcer pelo Pierpaolo.