Já vi Celine assinada pelo Michael Kors, já ouvi das coleças francesas do meu lado, comentando que americano não sabia fazer marca parisiense. E eu, achando tudo lindo. Já vi o fotógrafo francês Hedi Slimane dando uma personalidade mais global e tirando o acento da marca “porque ninguém sabe em que letra fica e se é agudo ou crase”. Sábio, o Slimane.
Agora é o Michael Rider, desde 2025, saído da Polo Ralph Lauren. Pelo jeito, minhas colegas foram obrigadas a se acostumar com os americanos na moda de Paris, porque Rider também vem dos Estados Unidos.
A coleção é daquelas complicadas de descrever. Um look parece terror, outro look é simpático. Uma questão de intuição, segundo o designer comentou para o WWD. Nesta de intuição, tem de tudo. Alfaiataria, bombachas em estampa bandana, uns guarda-pós estranhos, faixas de cabelo exageradas, tênis em lugar de alguns saltos. A maioria é em preto ou azul escuro, ainda bem. Um geral que fica entre o minimalismo e o austero, com escorregões para um certo espírito hippie ou bohêmio. Deve ser a intuição como conceito.
Senti falta do Park Bo-gum, embaixador da marca. Acho que desta vez ele ficou trabalhando na Coréia do Sul. Assistam Wonderland, filme com ele.