Nicolas Ghesquière provou ser merecedor da Legião de Honra que ganhou do presidente Macron na semana passada. Só esta coleção, vista hoje, na Cour Carré do Museu do Louvre, já vale no mínimo uma medalha.
Simples aparentemente, quase toda em tons claros ou branco, com bordadinhos e estampas minúsculas, os tecidos leves se movimentando nos corpos. Segundo entrevista prévia, Nicolas contou que é mesmo uma simplicidade aparente. “Foi uma coleção que exigiu muita pesquisa de tecidos, alguns tão leves quanto um papel e muita engenharia nas formas”.
De qualquer forma, é uma das mais belas e usáveis coleções da semana.
Tem que ter história
Meu primeiro contato com a Vuitton foi visitando uma das lojas antigas, perto da Place Vendôme (ou foi na rua Scribe? Ah, esta memória). Lá as vendedoras abriam gavetas e orgulhosas mostravam pastas com fichas de compras feitas por artistas de Hollywood. Elizabeth Taylor era cliente, mas o maior consumidor era o ator comediante Jerry Lewis!
Alguns anos depois fui ao Atelier em Asnières, perto de Paris. A marca começou em 1854, quando Louis Vuitton montou os primeiros baús para os viajantes que começavam a rodar nos protótipos dos automóveis.
Nos anos 1990 o visionário Bernard Arnault, até então ligado a champanhe e conhaque, comprou a LV, que marcou o caminho para a era do luxo e encabeça o nome do grupo LVMH (Louis Vuitton Moët Hennessy).
Arnault pretendia vender mais do que malas e bolsas. Contratou um então garoto americano, Marc Jacobs, que criou um estilo de roupa jovem, divertida, base para lançar cobiçadas bolsas colecionáveis, grafitadas ou com padrões japoneses. Depois veio Virgil Abloh, com um jeito colorido, também americano, mais ligado a times de esportes, criando a parte masculina. E agora, Nicolas Ghesquière atua como diretor de criação, impressionando com propostas femininas cada vez mais bonitas e inovadoras a cada estação.
Sem falar em um dos meus queridões, Pharrell Williams, que assina a linha masculina.
E msis; já que franja está na moda, na LV as modelos tinham franjas de bijoux .na testa. Outro acessório: colares quase cobrindo o pescoço. Sufocantes
Mas o melhor de todos os complementos: os sapatos Oxford do final.do desfile. Isto é, os clássicos masculinos, pretos, de amarrar. Que conforto e que contraste com a leveza dos vestidos!














