Em certas ocasiões, barulho incomoda. Há quem se chateie com uma bateria de Escola de Samba empolgada. Ou quem tape os ouvidos numa decolagem.
Ainda bem que eu vi o desfile da Forca online. Porque, com licença, um monte de carros a todo motor faz parte dos barulhos que dão vontade de sair correndo.
Este foi o preâmbulo do desfile. Os autores, Vivian Rivaben e Silvio De Marchii fazem parte – ou querem fazer – de uma ala mais rebelde da moda.
Então, para a Forca o inverno será quase todo nos couros e seus aspectos semelhantes (recortados, craquelados), as calças quase cairão, de tão baixa a cintura. E macacões gigantes
Acho que há uma referência ao mundo automobilístico em certas peças, como o macaquinho cinza com destaques verdes
Mas…(o de sempre), tirando a atitude de marcação rápida no desfile e a indução ao cigarro, seja qual for, a Forca mostrou looks bem interessantes
As regatas ou camisetas brancas desbeiçadas (adoooro). Um top feminino com recortes. A saia ou bermudona branca masculina. E principalmente a seleção de capas longas, que já andam vestindo o pessoal mais antenado.
O final, completando a possível rebeldia, foi à luz de tochas. 
Tá bom, alguém tem que se divertir imaginando algo além de roupa.
Direção: Carlos Pazetto
Beleza: Máxima Naomi
Fotos Fotosite
E mais: por que cigarro a esta altura de tantas restrições? Foi um tanto longa a apresentação, acho que mais de 50 looks. Isto foi visto também nos desfiles europeus. Ninguém mais quer saber daqueles míseros 10 minutos. Todo mundo já deve saber. Eu sou a última, provavelmente: por que o nome da marca é Forca?