Pouco a dizer sobre esta coleção. Ela é tão bem editada, tão coerente, que poderia ser resumida em poucas palavras. Tipo, camuflagem, flores, atemporal, renovação de ícones, como os xadrezes. A marca nasceu como uma espécie de brechó vintage, aberto por Fábio Souza, em 2009. Alexandre Herchcovitch entrou em 2016 como diretor de criação, junto com Fábio Souza. Em 2024 Fábio assumiu a criação sozinho.

Fabio Souza

Neste desfile, foi seguida a linha original, com um resultado que parece confrontar um estado de guerra e um renascer da Natureza, a julgar pelas flores e a delicadeza dos bordados sobre tules.
Uma bela reinterpretação do espírito da À la Garçonne. Até a concessão a alguns vestidos mais festivos, longos, deu certo, graças aos sapatos pesados, pretos, no lugar de sandálias ou botas de saltos altos e finos.
Humm, alguns casacos camuflados davam vontade de pular e tirar do modelo que vestia.
Fotos agfotosite
E mais: confesso que tenho afeto especial por camuflagem. Lembro do meu pai, quando saía para as manobras do Exército. Lembro de amigos como o Jamie, que usava as calças desde que morava em Nova York. E lembro da minha euforia quando finalmente consegui ter uma calça camuflada comprada no Lixão (não exatamente uma loja, era mais um caixote gigante coberto de fardas de soldados americanos, no shopping da rua Siqueira Campos, o menos prestigiado da cidade).