Já passei por situações assim. Já saí de um Comme des Garçons sem saber o que comentar. Já escrevi que a coleção de um amigo era cópia de um Versace. Agora, mais um “já”, ainda por cima sobre uma marca importante como a Calvin Klein. 

Brancos e cremosos em alfaiataria, camisa e calças quase masculinas

Depois de 14 anos, inclusive com prêmios, da coleção ser assinada pelo brasileiro Francisco Costa, agora é Veronica Leoni, que passou pela Jil Sander e Moncler, que ocupa a posição de diretora de criação. 

Nos pretos, a confirmação das alcinhas e dos cortes cavados. Quem abana, é a Veronica Leoni

Tem minimalismo? Tem, de uma forma meio amarfanhada. Tem pretos? Tem, mas nada que surpreenda. E cores? Sim, de uma forma distante do que se esperava de um Calvin Klein.

Para os homens, terno sem mangas e reforços sobre os ombros

Nestas horas, recorro aos colegas. Sei lá, vai ver que de perto, no ambiente, com a música, a marcação, a coleção faça sentido. Abri o BOF (Business of Fashion) e achei a mesma impressão: “não está claro que esta coleção vá ser um sucesso comercial”. 

Só piora, nas cores…

Vou parar por aqui. Em consideração ao Calvin Klein, que já me proporcionou bons momentos de moda e abriu caminho para uma maneira de vestir sexy sem ser vulgar.
Mas prefiro não indicar compras ou não-compras.