Lí­via Canuto celebra 10 anos de ateliê-escola

O que é melhor: aprender ou ensinar? Nem todo criador admite passar técnicas e informaçíµes para possí­veis alunos. Na direção contrária desta espécie de egoí­smo, a joalheira Livia Canuto sempre se preocupou em passar seus conhecimentos para outros designers. Tanto, que seu ateliê escola no Leblon comemora 10 anos e celebra com a exposição Memória, de peças de 20 alunos a partir de quinta-feira, dia 06 de fevereiro. Entre os já formados pelo curso figuram participam Ana Paula Jacob e Luiza Bellizzi (Isla), Ana Porto, Luisa Schroder, Luisa Veludo, Thomas Azulay, entre outros. Nestes 10 anos a escola já recebeu cerca de 700 alunos,A exposição, batizada de “Memória” traz trabalhos de 20 alunos que se formaram no final de 2019, para criarem peças a partir de suas lembranças. Lí­via fez a curadoria que resultou em um encontro de novos e antigos alunos, nomes que movimentam a ourivesaria brasileira. O tema Memória deve levar a vestí­gios de histórias pessoais, uma rede de afetos e emoçíµes traduzida em joias. Além da exposição no espaço da mestra no shopping da Gávea, Lí­via prepara a terceira edição do workshop internacional “Seguindo a Joalheria”, tendo como destino a cidade de Antuérpia, na Bélgica, um dos polos mundiais de diamantes.

Livia Canuto lembra as joias de crioula

Uma das artes mais brasileiras permeia a coleção da Livia Canuto. Pelo seu caráter criador, didático e histórico, Livia faz referência às joias de crioula no evento Contas que contam História. Além das pesquisas para atuar na ourivesaria, convocou a designer Carolina Rodrigues para ser co-autora das peças, a empresária Clariza Rosa como consultora de comunicação e a artista plástica Kelem Monteiro para expor suas obras na loja da Gávea e assinar a arte do convite. No dia do lançamento, o primeiro Encontro de 2019, elas conversarão sobre representatividade, história, cultura e sororidade. Quem também participará é a Izabella Suzart, da marca de calçados Aurora. Joia de crioula, para Livia Esta primeira expressão da nossa joalheria tem identidade tão forte quanto seu significado. Para Lí­via Canuto: “Os balangandãs fazem parte do nosso cotidiano, das nossas crenças e dos nossos adornos, mas pouco se fala da sua origem. Os colares de contas, as bolas confeccionadas com a técnica da filigrana, a cultura do candomblé com os seus orixás. Todo esse universo serviu de inspiração para a criação da coleção. Cada vez mais que me aprofundava na pesquisa sentia que precisava contar essa história, principalmente sendo educadora” Joias de crioula, para todas Nestes tempo de busca de vários tipos de liberdade (e há mais de um tipo?), estas joias lembram a época das escravas libertas, que, principalmente na Bahia, procuravam os mesmos ourives que produziam para as madames, e ostentavam suas joias com balangandãs e contas de ouro e prata, de estilo inspirado pelas origens afros. Figas, contas, medalhas, quase sempre em dimensíµes exageradas faziam parte do que se chamou joia de crioula. Agora, com o aval da Livia e suas companheiras de evento, são adornos para quem achar lindas e simbólicas.. www.liviacanuto.com Lançamento Contas Que Contam Histórias Data: 25 de abril, a partir das 18h Local: loja Livia Canuto: Shopping da Gávea – 2º pis

Joias do outro lado da Lua

Uma vitrine no shopping da Gávea virou backdrop para selfies. É uma Lua, cercada de nuvens, uma imagem cercada por joias da designer Livia Canuto. Seu trabalho nesta coleção, inspirado justamente na outra face da Lua – também na leitura do livro de Levi Strauss, com este tí­tulo – tem a ver com valores da cultura oriental, perfeitos para este momento conturbado. “Tradição, famí­lia, o artesanal e o tecnológico, estão presentes na maneira como brinquei com os banhos. Por exemplo, algumas peças são de prata por fora e ouro amarelo por dentro “, contou Lí­via na abertura da coleção. O destaque em estilo é o brinco Conquête, que parece um sistema planetário, todo articulado. Outro é o brinco Órbita com água marinha fosca. “Não gosto de muito brilho”, comentou a autora, que criou também com ágata branca e negra. As joias são lindas, a maioria em prata, com estas pedras elegantes, sem excesso de brilhos. Mas Lí­via tem novidades além do outro lado da Lua. Em breve muda da pequena loja nos fundos do corredor para o espaço ao lado das escadas rolantes, um espaço privilegiado, onde não só a joalheria estará exposta. _ Será um espaço de trabalho, minha mesa montada, lugar para exposiçíµes e eventos. Só não vou deslocar as aulas de design de joias, porque não seria interessante para os alunos, ficariam dispersos no ambiente. Lí­via pediu segredo desta novidade. Ai, que difí­cil não contar, principalmente depois que vi a fachada já com seu logotipo. Vamos aguardar a abertura deste espaço, um conceito novo no nosso varejo de joias. Em tempo: além de lindas e diferentes (há brincos para quem tem vários furos nas orelhas, por exemplo), as peças da Livia Canuto têm preços ótimos: ficam entre R$ 250 e R$ 04 mil. E mais/ para quem tem curiosidade maior sobre o trabalho destes designers que lidam com materiais preciosos convém procurar a obra Joalheria no Brasil – história, mercado e ofí­cio, uma base de pesquisa sobre o significado dos minérios, metais nobres e pedras preciosas e as pessoas que transformam tudo isto em obras de arte e luxo. Editado pela Disal Editora é de autoria da publicitária, designer gráfica e fotógrafa Claudia Dayé, do jornalista Carlos Cornejo e da mestre e doutora em design Engracia M. Loureiro da Costa Llaberia. São 288 páginas, por R$ 98