Homemade love Story

Tenho um blog <https://coreiadosuldaiesa.blogspot.com>, onde escrevo para lembrar os doramas que já assisti ou as notícias sobre meu grupo favorito, o Super Junior. Pouca gente sabe que o blog existe. Mas como os comentários que de vez em quando faço no Face provocam curiosidade, estou acrescentando como mais uma seção no site. Um detalhe: comecei a assistir as séries coreanas pouco antes da pandemia, vendo Mrs Panda and the Hedgehog. Gostei do ator principal, descobri que era o Lee Dong Hae e pronto, virei ELF (ever lasting friend). Não pretendo tão cedo enfrentar a longa viagem até a Coreia do Sul, mas por via das dúvidas estou fazendo aulas de coreano com os professores Song e Chang, do CoreanosMIB. Não é fácil, porque as palavras são diferentes e o alfabeto também. Mas como eles dizem, sigo fighting! Acabei de assistir este dorama, Homemade Love Story. Teve uma diferença em relação aos outros que costumo ver. Não prestei atenção no resumo, no princípio, fui assistindo. Mistura de drama com peripécias em torno de adoçíµes e namoros escondidos (como sempre, parece que é praxe na Coréia do Sul). Mas cheguei ao 16º episódio (numero normal de episódios nos doramas) e a história não se resolvia! Fui olhar na abertura: eram 50 episódios! Caramba, não vou conseguir ver tudo. Pois a história foi esquentando, o dramalhão aumentando, deu vontade de roer unhas ou dar uns tapas na cara de uma personagem mimada. E o pior: torci pelo vilãozinho! No final tudo acaba bem, mães e pais biológicos confraternizam com adotivos, todos namoram quem queriam. Tem partes bem divertidas, como o executivo rabugento que perde a memória e vira um querido. Ou a médica escandalosa e curiosa, que também atuou em Romance is a Bonus Book como a editora que se separa do marido O figurino não é grande coisa, só gosto dos casacos. Apesar de parte da ação acontecer em uma indústria de roupas. Meus atores favoritos: . Jung Bo-Suk, que faz o executivo que perde a memória e vira um doce de pessoa. E o Jeon Sung Woo, o vilãozinho que tem final feliz A mais chata, indecisa, até cruel, a personagem da Hwang Shin Hye
Fui ao cinema! Vi “Encanto”!

Depois de quase dois anos sem entrar na sala escura, enfim fui ao cinema! E numa super sala, onde foi apresentada a animação Encanto, da Walt Disney Animation Studios. Naquele cinema do Village Mall, perfeição em forma de poltronas, nem precisava de pipoca.Quanto ao filme, tem aquelas boas intençíµes da Disney: desta vez, é uma família mágica da Colômbia (só recentemente já tivemos os escandinavos de Frozen, os havaianos da Moana, os mexicanos da Festa no céu (epa, este é da Pixar); Nesta apresentação era versão dublada. Não vou dizer que é decepcionante, mas quando entram duas cançíµes no original espanhol, assinadas pelo maravilhoso Lin-Manuel Miranda (ator e autor do musical Hamilton) dá uma diferença;;; Não vou dar spoil, só recomendo a animação (irritante não poder classificar logo como filme, né?) pela qualidade técnica, imagino a habilidade dos profissionais que durante pelo menos dois anos desenharam, computaram, movimentaram aquelas cenas de dança da menina Mirabel, com as saias rodopiando – aliás, os figurinos são bem bonitos, principalmente da Izabel, a irmã que joga flores por todos os cantos. Mas o melhor personagem é o Bruno – também motivo da melhor música – um dos parentes da família Madrigal, que sabe de tudo, de forma impagável. Os cenários são daquele jeito, como no Rei Leão, que parecem reais. Montanhas e florestas perfeitas. Parece bobagem comentar isto atualmente, de tão acostumados que estamos com este realismo desenhado. Mas comparo com a dificuldade que é desenhar firme com a pen no iPad. Imagina estar cercado de monitores, renderizando, sincronizando, movimentando: haja concentração. Por mais que tenha curtido esta descoberta dos doramas coreanos durante esta pandemia (acabei de ver Hometown Chachacha e comecei My shy Boss, que hesitei muito até começar, porque os atores estavam feios na foto no menu da Netflix, mas é interessante. E uma vez por semana, o suspense do Chasing Tails, no Webtoon), foi maravilhoso ter a tela enorme, o celular desligado, o som certo – como nem tudo é perfeito, com o rosto coberto pela N95… E mais: O protagonista de HomeTown Cha Cha Cha (título que nada tem a ver com o ritmo, são as letras coreanas, que parecem bonequinhos) é o Kim Seon-no, ator que andou nas notícias de celebridades por causa de um namoro que acabou mal, e ele (parece) que é inocente. A namorada afirmava que ele teria obrigado a fazer um aborto, e ainda por cima desfez o namoro. Só que ele não era o pai, tinha outros caras na linha Logo que estourou o escândalo (imaginem na Coréia do Sul, país ainda bastante tradicional), ele perdeu papéis em séries, deixou de fazer um programa, perdeu campanhas. Agora, não só recuperou tudo, como tem anunciante dizendo que as vendas triplicaram graças à participação dele / a figura central é o Yeon-Woo-jin, protagonista do My shy boss, que confirma a importância dos hoodies e moletons / o último é um dos personagens do Chasing Tails. que estou acompanhando todas as sextas-feiras no Webtoon. Meio aflitivo, porque são adolescentes presos em um escritório derrubado, durante 14 dias. Três morrem, há uma investigação. Pelo título, talvez tenha algo a ver com o nove caudas, um monstro frequente entre Pokemons e Naruto. Vamos ver se é isto mesmo./ Um detalhe que sempre repito: nem adianta tentarr pronunciar os nomes dos atores, é completamente diferente. Kim pode virar Ran, Yoo se fala Auaun, não são assim, mas é só uma idéia da diferença entre o escrito e o falado./ querem saber mais, das vogais, consoantes do alfabeto coreano? Uma dupla divertida ensina tudo, vão lá em <coreanos mib> no YouTube
Ainda temos Poesia

O que nos distrai neste momento? As séries, os livros (de papel, o Kindle enjoa), fazer listas de compras de farmácia e supermercado. Alguma escapada, de máscara e passando longe de outras pessoas. Isto é para quem segue os protocolos saudáveis. Fui reparando nas preferências e modismos, nas possíveis mudanças. Sabem o que está evidente? A poesia! Me emociono com uma leitura de livro na série coreana Romance is a Bonus Book. Li na revista Ela, do O Globo que a Marta Macedo (da Martu) e o marido estão produzindo roupas de cama com textos. Soube que a coleguinha Christina Autran lançou Pelos Poros, pela editora 7 Letras…de poemas. Lembrei das frases que o arquiteto Ivan Rezende incluía nas paredes de seus ambientes. Chega de argumentos. De vez em quando – se possível, diariamente, vou publicar poesias, frases, textos – como fazia o Marcos Mion nas noites de eliminação da A Fazenda Para ilustrar, um momento do vídeo da apresentação da coleção do Aluf na São Paulo Fashion Week. Segue a poesia que o casal protagonista lê no episódio 14 da série Romance is a Bonus Book, na Netflix: Cada um de nós é uma estrela viajando pelo Universo Estrelas que se perderam e vieram parar aqui depois de vagar pelo vasto Universo Não é verdade Somos estrelas que cruzaram seus caminhos bem aqui neste momento Porque passamos muito tempo sentindo falta um do outro Isto nos torna estrelas milagrosas As estrelas que viajam pelo céu apenas brilham, elas nunca ficam tristes ou solitárias Entretanto, nós somos estrelas que às vezes ficam tristes e sós Estrelas com arrependimentos E é isso que nos torna estrelas tão encantadoras.
