Carolina Herrera, a designer venezuelana que completa 45 anos de marca, entregou a criação ao Wes Gordon, americano formado na Central St. Martin de Londres, com passagens de estágio por Oscar dela Renta e Tom Ford. Um bom currículo, que deu muito certo na criação da grife Carolina Herrera.
O mais importante: dá para reconhecer o estilo da Herrera. Está tudo lá: os poás, os vestidos glamorosos, o colorido delicado, marcante, a camisa branca impecável. No entanto, Wes atualizou o caráter das coleções dos anos 1980. Integrou looks de tailleurs e peças avulsas mais gráficas, em quadradinhos preto e branco. Usou reproduções de capas de revistas (acho que da New Yorker) e do rosto da própria estilista estampando um vestido, assinado por Andy Warhol, com a devida autorização da Fundação do artista.
É sempre divertido lembrar o conceito da marca: é moda feita para Ladies who lunch (mulheres que almoçam). Ah, os broches de sapo ou zebra acompanham looks de jeans.
A coleção dá uma boa pista de cores para o próximo verão: verde-pistache, salmão, azul-bebê, rosa-poeira e o melhor: amarelo-taxi! Mais novaiorquino, impossível.
Vai levar? Nem poá nem amarelo-taxi. Gostei dos gráficos em preto e branco. Ainda não estão à venda? Vai se distraindo com um dos perfumes da Carolina Herrera. O 212 é delícia.
Só admira: os longos com uns babadinhos que parecem barbatanas laterais. O saião longo amarelo, que não favorece ninguém.