Mais uma prova da capacidade criativa de um estado discreto, como Santa Catarina: a Mariana de Meirelles, que começou com produtos de malha retilínea da empresa dos pais. Aproveitou para estudar o lado técnico da moda a partir de 1996. Em 1998 entrou no curso de Design de Moda na UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina), quando recebeu o prêmio Destaque em Coleções. Depois de uma temporada dando palestras sobre tendência, Mariana veio para onde, para onde? Em 2003, para o Rio de Janeiro, onde estudou no Instituto Zuzu Angel. Onde também ganhou prêmio com a coleção Tartan é luxo só.

Mariana Meirelles

Muitos cursos depois, lançou sua primeira coleção em 2022. Um destaque: as camisas brancas, impecáveis.
Gosto de contar estas histórias, que ajudam a formam um elenco de criadores brasileiros, vindos de todas as partes destes grande país. Agora Mariana lança Raízes do Existir, com um longo manifesto. Publico o primeiro trecho:
“Ela se abre porque é da sua natureza abrir-se.
Não escolhe a cor, não duvida do perfume,
não teme o instante em que vai murchar.
Ela é.
O homem, não.
O homem olha a flor e se pergunta.
Busca nela um sentido que não existe,
projeta beleza onde há apenas existência.
A natureza não cria por desejo.
Ela cria por necessidade.
A flor não é conceito, não é discurso,
não carrega estilo — carrega presença.
Já o homem é ausência que cria forma.
É falta que se veste de estética.
Condenado à liberdade, ele costura escolhas
para não encarar o vazio do existir.
Na arte, o homem tenta ser flor.
Na moda, ele tenta eternizar o instante.
Transforma tecido em gesto,
cor em identidade,
silêncio em linguagem visual.,

Looks da coleção da MM (foto divulgação)

E mais: O que já falei de Santa Catarina: do grupo Deliz, que abrange a Flor de Lis e a DLZ; do grupo AMC, que inclui a Colcci, a Sommer, a Rosa Chá, Tufi Duek, Forum. E agora a Mariana Meirelles,