Milão tem tradição de bons desfiles masculinos. Aliás, a Itália é campeã no assunto: os homens mais elegantes gostam de dizer que só calçam sapatos italianos, que o alfaiate que já vestia seus avôs também era de origem italiana. Basta lembrar a revolução feita por Giorgio Armani na alfaiataria, nos anos 1980, quando fez o figurino do Richard Gere no filme Gigolô Americano.

Escolhi começar com o que vi da Prada, uma das marcas mais inovadoras desta semana. À primeira vista, nota-se a redução nas formas. Normal, estamos entrando em uma fase de roupas largonas, sinal que no ano que vem a coisa ajusta, é uma das regras certas da moda.

Total cores, para curtir o verão

Assim, o homem Prada volta a ser magro e jovem. Vai usar calças muito justas e provavelmente coloridas. Há opções mais escuras, há looks pretos, mas tudo colado nas pernas. Aí é que empaco: acho restrito o alcance destas calças que parecem leggings. De onde a Miuccia Prada teria tirado este conceito tão radical?

as calças justas assinadas por Raf Simons

 Ah, lembrei: quem assina a linha masculina da Prada é o belga Raf Simons. Conhecido pelo estilo minimalista, que ficava ótimo quando trabalhava com a alemã Jil Sander. Pelo que acompanhei da sua carreira depois, ficou pouco tempo – três anos – na Dior e pouco tempo –  dois anos – em Calvin Klein. Dois ou três anos significam pouco porque são quatro coleções de prêt-à-porter, quatro de alta costura, quatro masculinos e alguns cruises ou resorts collections e nem todo diretor de criação pensa em todas as fases. Isto é pouco na dinâmica da moda.

Opções em preto e cinza

Há espaço para os brancos, bons para o calor

Bem, senhores e caras: larguem as academias, passem fome, se quiserem vestir Prada no ano que vem. ..

E voltem às pochetes, em nova versão, de banda.