Preciso repetir que Patrícia Vieira já superou a etapa de mestra? Agora ela é a maga dos couros! Desta vez sua magia pegou o Rio e transformou em roupas. Mesmo tendo acompanhado sua evolução há algumas décadas, ainda duvido que a coleção seja toda de couro.
Como já me conformei que é couro mesmo, vamos ao que Patrícia inventou desta vez.
Saias com a barra representando ilhas e montanhas. Outras, com o calçaão de Copacabana. Listrados azuis, curtos e longos. Barrados que dão a impressão de pisar na beirinha da água da praia.
Há as bases, as calças e saias ,devidamente enriquecidas pelas jaquetas bordadas.
E o final? Estou regredindo, achando impossível ser couro! São longos, curtos, tops, tudo, tudo em trama de rede com aplicações ou entremediaçoes de pastilhas douradas! Um look tem trevinhos de quatro folhas no lugar das pastilhas!
Dois detalhes. Há quem alegue que muita gente já fez calçadão. Sinto muito, ninguém fez como a Patrícia. Quem pode se comparar é o Gilson Martins, outro artista dos acessórios. Outro detalhe: podia ter elogiado muito mais, se as modelos percorressem a passarela até próximo dos fotógrafos, até um bom ponto de luz.
Quer ter no guarda-roupa?
Escolha as deslumbrantes jaquetas, as saias com a praia na barra. O vestidinho branco com coqueirinhos.
Se vai pro Red carpet: neste caso, nem pisque:caia nos redados com pastilhas douradas. Se estiver em dia com a academia, vai só com o biquíni por baixo.
Evitar? Nada a evitar. Roupa da Patrícia é para comprar e vestir e depois ficar olhando em casa, como obra de arte
E mais: sentadinha na fila A vejo um convidado chegando com uma camisa branca, toda bordada com pérolas na frente. Como sempre, ataco a vítima e pergunto de onde é. Do Hashi,respondeu o proprietário. Foi um teaser para o próximo desfile! Que peça linda. / ainda não decidi o melhor caminho para chegar no Pier. Amanhã venho menos cotado entre os Ubers: pela praia, Aterro, e 1° de Março. Caminho raiz!












