O que seria uma matéria sagrada? Uma Holly Matter, tema da coleção da Artemisi, assinada por Mayari Jubini, é um trabalho que impressiona pela coragem de unir o manual ao tecnológico. Um desfile difícil de descrever, tal a variedade de técnicas. Que podem ir desde o bordado artesanal de cristais, incluindo máscaras, até peças que saem de impressoras 3D, segundo as explicações prévias. Até no Google, Mayari é citada como criadora que utiliza técnicas que pouco têm a ver com o padrão normal de tecidos, linhas e agulhas.
Nesta coleção a importância para um vestir real é o corpete, modelando o busto, marcando a cintura, em geral, de material metálico. Há longos transparentes e suponho que penas – quem sabe, são tiras saídas de uma HP 3D?
Pensando como leiga, sem a pretensão de explicar como repórter ou editora, tenho duas questões: primeiro, como suportar o peso de um macacão todo de cristais, como visto no modelo masculino, ainda por cima de máscara também bordada. Em segundo lugar, como atender à cliente que se apaixona por um destes minis anatômicos, que modelam o corpo quase como esculturas?

Mayari Jubini, no final do desfile
Um trabalho incrível, este da Artemisi. Não sei se é sagrado, mas não parece humano.
- Top metálico e folhas prateadas em camadas
- Peças que parecem feitas…
- …em fôrmas moldadas no corpo
- Bordados de cristais…
- …até o limite humano
- Tons avermelhados…
- …com transparência…
- …e saias de penas
- A importância do corpete








