Criar moda masculina é um eterno desafio, porque são raros os consumidores para qualquer estilo que saia de um padrão reconhecível. João Pimenta é um dos autores ousados que enfrentam críticas como “não entendo o que que acontece com a moda brasileira”, um dos muitos comentários nas redes sociais.
Munida deste tipo de preconceito (pré-conceito) assisti ao video. Confesso que esperava rebeldias maiores.
- Frente única
- A basque
- Body
Gosto da afirmação corajosa de ter se inspirado na moda feminina. Daí, as basques finalizando coletes e vestes. O body, peça que acho de uso complicado mesmo para as mulheres (ir ao banheiro exige uma certa estratégia). O macacão frente-única, exibindo os músculos do modelo.
Por estes looks dá para ver que é uma coleção perfeitamente adequada também para as mulheres.
- Os brancos: a camisa
- O frente única
- Calças largas, veste perfeita
- Grandão!
Em preto, branco e tons de cinza, só. Franjas louras nas cabeças do elenco (quero uma!). Destaque para a camisaria, perfeita, branca, algumas com um traço preto horizontal, talvez substituindo a gravata?
- A alfaiataria de inverno
- Corte ajustado
- Tom de cinza
- Faixa na cintura
O que não curto: as bolsas, nem para uso feminino, muito rígidas.O maximalismo da parte final do desfile, lembrando o estilo dos pretos americanos da era do jazz. Caramba, que paletós ombrudos, quadrados! E o corte largo e fluido das calças. Esta é pura alienação minha, porque há quem precise de calças maiores – por exemplo, quem está de gesso ou é cadeirante. Desculpe, João Pimenta, por só pensar nos corpos padrões.

João Pimenta nos aplausos










