Coreanos / O advogado do divórcio

Este Advogado do divórcio é mais um k-drama diferente do básico, produzido em 2023. Não tem grandes romances, brigas de faca ou um ator lindo, alto e apaixonante. Conta a história de um pianista que estuda Direito e se especializa em divórcios por motivos familiares trágicos. É o Cho Seung-woo, bonito de vez em quando, mas um super ator, daqueles que a gente nem imagina que está dizendo diálogos com um monte de luzes e câmeras na cara, de tão natural. A Han Hye-jin cumpre o papel da bonita, também boa atriz. Entre os vários lados da série (são 13 episódios, cada um com pouco mais de uma hora), figuram a amizade de três caras, a atuação de um jovem ex-estagiário louco por um elogio, dois garotinhos também de atuação impecável, as eternas disputas de poder entre CEOs e boas cenas de tribunal. Mas o destaque é a trilha. O protagonista abandona o piano, apesar de uma cena fundamental na história, quando fica tenso ouve trot, gênero musical meio brega da Coréia do Sul. Mas ao fundo e em citações, ouve-se Erlkönig, de Schubert (triste), os concertos número 1 e 3 para piano, do Beethoven, A Criação, do Haydn e no último episódio um Rachmaninoff de cortar o coração Na Netflix, completo. Enfim, vale muito ver as disputas familiares resolvidas em angustiantes cenas de tribunal. E ouvir a trilha bem láááá no fundo.

Um coreaninho com selfie e abraço!

Mais um visitante da Coreia do Sul vem se apresentar no Brasil. Este já rodou muito por aqui, cantou em Fortaleza, Goiânia, Recife, vejam a foto de abertura, com a bandeira.. É o Kisu, ex-integrante do grupo 24K, que assumiu a carreira solo em 2017 e vem se apresentando pelo mundo, desde Ásia, Europa (muitas fãs francesas!). Kisu vem cantar trilhas de k-dramas famosos, como Adorável Corredora, Pretendente Surpresa, Sorriso Real e Beleza Verdadeira. Será que não vai cantar a trilha de Spring Night, que é em inglês? O interessante é ver como este sul-coreano é mais modesto do que os outros que chegam por aqui. No Rio de Janeiro, por exemplo, estará no Teatro Dercy Gonçalves, no Grajaú, sem disputar grandes palcos em Copacabana ou Maracanãs.  Outra diferença é o acesso acolhedor de quem estiver na plateia com determinados ingressos. Vejam só: um ingresso Gold dá direito ao show, passagem de som com Q&A (perguntinhas), Hi Touch (bater a mão do artista), uma selfie!  Um abraço! custa R$ 572 (inteira) e R$ 492 (meia), bem abaixo dos R$ 1.200 em geral cobrados pelos colegas que nem chegam perto das pessoas. Também pode ter só a selfie, por R$ 120 ou o abraço, por R$ 90! Não sei se estes dois tipos dão direito ao show, devem dar. Se não derem, ainda assim vale muito ter um abracinho do seu idol, não é? A organização fica por conta da kin.stage, empresa brasileira que produz concertos de artistas asiáticos Rio de Janeiro Data: 20/06/2025 – Sexta-feira Horário de início do show: 19h Local: Teatro Dercy Gonçalves, R. Prof. Valadares, 262 – Grajaú, Rio de Janeiro – RJ, 20561-020 Ingressos: K-Drama in Concert II feat. KISU no Rio de Janeiro  e no site Clube do Ingresso. E ainda tem as redes sociais do bonitinho: Facebook  – Instagram – Facebook  –  YouTube – TikTok

Victoria & Albert está coreano

Sou chamada de obcecada, maní­aca, ideia fixa. Só porque aderi à cultura coreana do sul em 2019, graças à Netflix, aos doramas, ao grupo Super Junior, aos professores do CoreanosMIB e à professora Sandra Jang. Já tenho meu ingresso para o concerto de fevereiro, em São Paulo, claro. Só que o reconhecimento da importância da cultura Hallyu, que começou lá pelos anos 1970 já é fenômeno mundial. A melhor prova, a deste momento é a exposição no Victoria & Albert Museum, em Londres. O nome é Hallyu: the Korean Wave, com a curadoria de Rosalie Kim e apoio ou patrocí­nio do Ministério da Cultura, Esportes e Turismo da Coréia (permitam um minuto de inveja…). Em um podcast chamado Voices, do site BOF (Business of Fashion) Rosalie comentou sobre a surpresa desta universalização desta cultura asiática. “Vivo nos Estados Unidos, e aqui até pouco tempo ninguém sabia o que era kimchi (uma espécie de cozido), minha mãe fazia para a famí­lia. Agora, todo mundo sabe o que é e encontra até pronto para servir” Incentivos: O sucesso começou pelas décadas 1950/60, depois da separação das Coréias. Para o Ocidente, no entanto, o estouro veio com o video do Gangnam Style, cantado e dançado por Psy, em 2012. Até hoje, é um dos recordistas de visualizaçíµes no YouTube, falando do bairro mais chique de Seul. Por aí­ também começaram a chamar a atenção os grupos que dançam e cantam, os grupos de k-pops masculinos e femininos. Para quem ainda não sabe, o meu favorito é SuperJunior, que completou 17 anos de atividade em outubro de 2022. O golpe final, a consagração, veio com a pandemia de Covid. O isolamento global levou as pessoas para a frente da TV ou das telinhas dos celulares para assistirem aos doramas coreanos (pronúncia: dramas). Tanto os românticos como os mais violentos, como o Round 6, contribuí­ram para surgirem fanclubes (fandoms) de atores e atrizes, além de divulgarem a indústria da beleza, enfatizada pelas peles impecáveis, e o destemor pelas cirurgias plásticas. No museu londrino A exposição Hallyu-the Korean wave abrange as várias faces desta cultura tão nova. Para formar cabeças jovens o Museu propíµe cursos de caligrafia coreana para crianças acima dos sete anos. Munidas de pincéis e canetas especiais, elas terão aulas de 120 minutos para aprender os caracteres considerados ideais para o universo digital. O melhor de tudo: nos mesmos dias há aulas de coreografias dos k-pops! Para adultos e crianças (estas, acompanhadas por adultos). Passem pelo local, para ver se dão sorte, porque até agora está tudo reservado. Quem não quer? Ala sobre os grupos de K-pop EXPOSIÇíƒO HALLYU – THE KOREAN WAVE Quando: até domingo, dia 25 de junho de 2023 Onde: Victoria and Albert Museum: Cromwell Road,/ na Galeria 39 e no North Court / Londres Quanto: 20 Libras em média (há opçíµes de ingressos mais baratos) Cursos de caligrafia coreana para crianças Quando: dias 13 e 14 de fevereiro de 2023, no perí­odo de 10h30 até às 16h, com aulas de 120 minutos. Quanto: 15 Libras

Super Junior 1 – o começo

Desde 2018, quando comecei a ver os doramas (o certo é falar “dramas”, em coreano, como ensina a professora Sandra Jang), descobri uma paixão: o grupo Kpop Super Junior, com seus nove elementos e o principal, Lee Dong Hae. Vi primeiro em Mrs Panda and the Hedgehog”, onde ele era o protagonista. Pesquisando o nome, achei o grupo e tenho me encantado com o talento de músicos, dançarinos e cantores deles. Ainda mais: são divertidos, briguentos, inesperados. Desde então, fiz amizades com admins de fandoms, com fãs no Twitter, até no grupo de estudos de coreano no Brasil, organizado pelo Song e pelo Chank, do canal Coreanos MIB. Ali, a maioria é Army, fã do BTS, mas a Larissa e a Aline são ELFS (ever lasting friends,ou seja, amigas para sempre). Acompanho nas redes sociais, e quase sempre, em cada post publicado desde que começou a turnê 09 faço um único comentário: ”come to Rio”. Quando soube que viriam para o Peru, me animei. Mas teria a passagem, o vôo de quatro horas sobre os Andes (em geral, turbulento. Odeio turbulência), o hotel e o ingresso. Quase impossí­vel. Do nada, a Nacel Trinidad, de Manilha (Filipinas), admin do Facebook do DongHae, me avisa que eles vêm para o Brasil, mas o show será em São Paulo, no dia 09 de fevereiro, no Espaço Unimed, na Barra Funda. Bateu uma animação louca. Mas ainda fico pensando: será que eles não viriam também para o Rio? Aqui, a cultura coreana ainda está mais focada nos doramas e um pouco no BTS. Carioca curte samba, carnaval, rock. Quando falo dos Kpops, argumentam que não entendem nada da lí­ngua. Nem respondo, mas penso: vem cá, entendes tudo o que o Elton John diz, com aquele silabado dele, no inglês super britânico, na primeira vez que escuta a música? Então, está aberta a temporada de comentários sobre Kpop, Vai ser um intensivão. Se curtirem, ótimo. Para não dizer que estou saindo do meu rumo, aviso que eles são bons de moda. Assunto para outro texto.

Homemade love Story

Tenho um blog <https://coreiadosuldaiesa.blogspot.com>, onde escrevo para lembrar os doramas que já assisti ou as notí­cias sobre meu grupo favorito, o Super Junior. Pouca gente sabe que o blog existe. Mas como os comentários que de vez em quando faço no Face provocam curiosidade, estou acrescentando como mais uma seção no site. Um detalhe: comecei a assistir as séries coreanas pouco antes da pandemia, vendo Mrs Panda and the Hedgehog. Gostei do ator principal, descobri que era o Lee Dong Hae e pronto, virei ELF (ever lasting friend). Não pretendo tão cedo enfrentar a longa viagem até a Coreia do Sul, mas por via das dúvidas estou fazendo aulas de coreano com os professores Song e Chang, do CoreanosMIB. Não é fácil, porque as palavras são diferentes e o alfabeto também. Mas como eles dizem, sigo fighting! Acabei de assistir este dorama, Homemade Love Story. Teve uma diferença em relação aos outros que costumo ver. Não prestei atenção no resumo, no princí­pio, fui assistindo. Mistura de drama com peripécias em torno de adoçíµes e namoros escondidos (como sempre, parece que é praxe na Coréia do Sul). Mas cheguei ao 16º episódio (numero normal de episódios nos doramas) e a história não se resolvia! Fui olhar na abertura: eram 50 episódios! Caramba, não vou conseguir ver tudo. Pois a história foi esquentando, o dramalhão aumentando, deu vontade de roer unhas ou dar uns tapas na cara de uma personagem mimada. E o pior: torci pelo vilãozinho! No final tudo acaba bem, mães e pais biológicos confraternizam com adotivos, todos namoram quem queriam. Tem partes bem divertidas, como o executivo rabugento que perde a memória e vira um querido. Ou a médica escandalosa e curiosa, que também atuou em Romance is a Bonus Book como a editora que se separa do marido O figurino não é grande coisa, só gosto dos casacos. Apesar de parte da ação acontecer em uma indústria de roupas. Meus atores favoritos: . Jung Bo-Suk, que faz o executivo que perde a memória e vira um doce de pessoa. E o Jeon Sung Woo, o vilãozinho que tem final feliz A mais chata, indecisa, até cruel, a personagem da Hwang Shin Hye 

Fase coreana

Sabem quando cismamos com algo e a coisa vive pulando na nossa frente? Das duas, uma: ou é uma tendência real ou é falta do que fazer. No meu caso, é uma mistura das duas hipóteses: a falta do que fazer na pandemia levou a descobrir as séries coreanas no Netflix, desencadeou matérias na Almost Paper, comentários no Facebook, até seguir alguns atores e atrizes dos elencos. Depois, a segunda hipótese: alguém nega a influência da Coréia do Sul no planeta? As bandas KPop fazem sucesso, os mangás são melhores do que os japoneses, os produtos de beleza são incrí­veis – principalmente as bases! – e os celulares Samsung competem com os poderosos iPhones! E como disse no iní­cio, as fixaçíµes saltam na nossa frente. Recebo a notí­cia de que a Rosé, cantora solo da banda BlackPink, é a nova embaixadora global da…Tiffany! É uma das estrelas da música e da moda de Seul,e estreou nesta semana a campanha digital da principal joalheria americana, pelo menos em matéria de fama global. A coleção é a Tiffany HardWear.     Sobre a coleção A Tiffany HardWear é baseada em um braclete de 1971, com formatos de elos e formas industriais. Foi relançada em 2017. Rosé usa os elos gráficos em ouro rosa e amarelo realçados com pavês de diamantes. Fala a Rosé, lindinha: “Eu sempre amei usar joias Tiffany. Fazer parte de uma marca icônica que está presente na minha vida por muito tempo torna isto ainda mais especial para mim”, conta Rosé. “Eu estou muito honrada e animada de ser parte da campanha HardWear e mal posso esperar para que todo mundo a veja”. As joias estão nos canais da Tiffany desde sexta-feira, dia 23 de abril. O bracelete de elos de prata com um pingente de pérola custa US$ 1.100. Quem se habilita?