Social / de casa e de moda

Fim de ano é pretexto para comemoraçíµes e encontros especiais. Muito bom, estar junto de gente querida, aqueles que moram longe e quando encontramos, parece que nos vimos ontem. Foi o caso do talk reunindo dois ídolos da nossa moda brasileira: Luiz de Freitas, eterno Mr. Wonderful e Ronaldo Fraga, um criador que supera o conceito de designer de moda. É um intelectual de criação, uma fonte de ideias de estilo de vida, de memórias e professor sem preconceito. Alexandre Schnabl e Sergio Zobaran intermediaram a conversa na multimarcas Pulsa, da Paula Furtado Um encontro promissor, com muito luxo, foi o lançamento da coleção de joias do Dorion Soares no ateliê da Martu, autora de belos vestidos de noiva e de alta costura. Um dos destaques, o colar Copacabana, todo articulado, inspirado pelo desenho do calçadão da praia Uma celebração pelos sucessos do ano, com direito a lojas internacionais, de Dubai a Milão, passando por Nova York, L.A. e Miami (estas são só algumas, pelo mundo e pelo Brasil), marcou o encontro de arquitetos e gente importante, ligada a casa e decoração na Ornare, no espaço no edifício Le Monde. Esther Schattan, sócia e fundadora da empresa, recebeu com alegria amigos e profissionais. Minha seleção abrange parte dos convidados, eram tantos que fiquei sem espaço. Parabéns à Ornare (fotos Ari Kaye) Por fim, só um momento do desfile da Toia e da Frankie Amaury na multimarcas Opinião. Gostei de conhecer a Toia, autora de uma bela coleção inspirada em suas obras de arte. De passagem, diga-se que a Renata Veras também arrasou com a Frankie Amaury.
CasaCor Rio revive o luxo

Fotos Ines Rozario O Fashion Mall era o polo do luxo em São Conrado, desde que foi fundado nos anos 80. Marcas como Regina Lundgren, Chocolate, Antonio Bernardo, Animale, restaurantes como o maravilhoso Claude Troisgros, cinemas, teatro, cafés, tudo, até o disputado elevador panorâmico, dava atmosfera de luxo, nacional e internacional. Algo aconteceu, o shopping entrou em decadência, as principais lojas fecharam, com algumas exceçíµes no térreo. Daí, que foi muito bom ver o São Conrado Fashion Mall (algo me diz que não deveriam ter tirado o nome do santo no título do shopping) transformado em território de sonhos, a CasaCor Rio, com quase 50 ambientes transformados por 68 profissionais, sob o conceito De Presente, o Agora. Meu comentário / reportagem está no link <https://www.jb.com.br/…/1052112-casacor-rio-a-magica… Aqui, destaco alguns detalhes de ambientes que consegui entrar e ver no dia da abertura para convidados Tal era a euforia das pessoas, querendo ver tudo. E a maioria dos espaços não passava dos 80m², imaginem o aperto. Mesmo assim, os autores explicavam tudo, davam atenção a todos os visitantes. Interessante notar como o dress code é mais despojado, simples, do que o dos eventos de moda. Sem perder a elegância, claro. OS DETALHES A cama com dossel e os bichos subindo pelas paredes, no espaço da Paula Müller Lobato, em homenagem ao parente Monteiro Lobato, que enriqueceu nossas infâncias com as aventuras de Narizinho, o sítio do Picapau Amarelo e o Urupês O carrinho de chá perfeito, da Arquivo Contemporâneo, no Estudio Ponto de Areia, da Fernanda Medeiros. E o portrait da embaixatriz Glorinha Paranaguá, homenageada do ambiente Lustre tropicalista do Ateliê da Estilista Muitos detalhes no Ateliê da Estilista, da Marcela Martins, que aproveitou seu período de vendedora da Farm para colorir e contar histórias, como a do fato de só haver uma boca de fogão. “Ela (a suposta estilista) não gosta de cozinhas, é adepta do delivery!” contou Marcela. O lustre tem papagaios, a bancada é de quartzito amazônico, da Florenza Marmoraria. “Uma pedra brasileira, mais conhecida no exterior!!” Um spin-off do Joia Brasil, o Joia da Casa, organizado pela competente Ana Clara Tenenbaum. Joias de diamantes da Yrys A recuperação do restaurante onde foi o almoço, pelo Nando Grabowski, respeitando a base original da Bel Lobo. Deu vontade de carregar as cadeiras da Breton pra casa. Um Oceano Utópico é o tema da brinquedoteca da Sophia Abraham. A definição possível, à primeira vista: ambiente fofo! Quando se detalha, há um telão com animação de fundo do mar. as crianças visitantes desenham em uma mesinha, escaneam suas “obras” e elas aparecem no telão, junto com os peixinhos originais. Se as meninas não se interessarem por esta tecnologia, podem se vestir de sereias e se arrumar numa penteadeira no canto. O conceito da brinquedoteca? “Continue a nadar”, da peixinha esquecida, do Procurando Nemo. No fim de semana tem recreação para a turminha. Destaque para o Patrick, que apresentou o espaço em todos os detalhes. Imperdível, o bar do Tiago Freire, patrocinado pelo gim Tanqueray. Se ninguém avisa, nem saberia que por trás das tiras de acetato que marcavam a porta da entrada da cozinha (aparentemente) haveria um speakeasy confortável, com grandes sofás, os típicos bancos altos no balcão. Assim como vários ambientes, este bar pode ser frequentado por quem não vai ver o CasaCor. Provavelmente o restaurante onde foi o almoço também é aberto ao público. Por favor, escolham o que quiserem no menu, mas a sobremesa tem que ser o suspirinho com morango. Tem que pedir logo uns cinco! O bufê é do Cooking. O que é speakeasy? Um tipo de bar novaiorquino, que começou a existir durante a Lei Seca nos USA. Eram secretos, escondidos, para atrair os adeptos do álcool. A versão do CasaCor é perfeita, deve ficar com jeito mais secreto à noite, com iluminação especial. O CasaCor Rio está aberto a visitação até dia 24 de novembro de 2024. De terça a domingo, inclusive feriados, das 12 às 21h Ingressos: inteira R$ 110, meia R$ 55 Onde: Fashion Mall: Estrada da Gávea, 899 / São Conrado (RJ)
Joias: agora são maxi e coloridas

Pela Black Friday, que na Monte Carlo já oferece desconto de R$ 100 nas compras acima de R$ 200, ou pela proximidade do Natal (Já?!), as joias entram na pauta do site. ícones Começamos pelas embaixatrizes das marcas. Pela 12ª vez Marina Ruy Barbosa representa a linha em prata Life by Vivara. Ela colabora na idealização e concepção das 13 novas joias. Seguindo a tendência maxi, a Vivara tem peças que são mais do que brincos, são os ear hooks e ear cuffs, dando a ilusão de piercings. Outra madrinha, a PatBO, marca de luxo mineira, mostrou a coleção de verão com as joias da linha Gardden, da Diamond Design. As joias cearenses trazem referências de um jardim encantado, em seleção de diamantes, tanzanita e safiras. Esta foto é da coleção Butterfly, mas a Gardden estará em breve no site da marca. E vai lançar as novidades em Fortaleza, no dia 23 de novembro. Além das muitas versíµes dos olhos gregos, a Katia Cohen lançou a medalha do selo de proteção dos sete arcanjos, em ouro 18K (R$ 3.000,00) ou prata banhada a ouro (R$ 950). Outra de fé é coleção com Nossa Senhora Aparecida, da H. Stern, em várias versíµes (medalha R$ 1.770) A prata é a opção para quem é como eu: escurece tudo. Segundo Antonio Bernardo, autor deste adorável anel/aliança de prata com nó (R$ 760), basta dar um banho de ródio que a prata vai manter seu brilho. Combinada com água-marinha, a Voa também encanta com as peças da coleção Azuis e Reflexos – descobri a loja no shopping Leblon. Mas além das maxi, a joia agora é cor. As pedras coloridas trazem poderes e energias. Segundo Francisca Bastos, que está lançando a coleção Magia das Cores, é o seguinte: amarelo é o sol, o citrino; o azul é da água marinha, topázio azul e safira; o calor do laranja está na Pedra do Sol; o verde, na esmeralda e turmalina verde e o branco das nuvens está nos diamantes e ágatas. Sem falar nos diamantes que a Tiffany´s acaba de comprar para transformar nas suas cobiçadas peças. É a confirmação da tendência das pedras coloridas, como os Argyle Diamonds, a Muzo Emerald e o Fancy Vivid Yellow Rough Diamond, cortado em dois, com lapidação esmeralda. Vamos aguardar as belezas que serão criadas pela joalheria americana. .
Conceitos passados e futuros

Quando acabam as principais Fashion Weeks do mundo, a tradição quase obriga a um resumão, um ataque de xamã (com guizos e tudo) prevendo o que será vestido no Futuro. Mas cheguei à conclusão que podia selecionar alguns momentos mais diferentes, divertidos ou estranhos. No fundo, eles é que nos acordam da monotonia, por serem originais. Sabem aquela característica da moda? Quase tudo o que achamos horrível hoje, daqui a três meses estamos loucas (loucos) querendo ter igual. Para começar… Há uma parte da criação que cai na categoria conceitual. Serve para anunciar ou reforçar uma tendência. Um bom exemplo: esta fofíssima vestimenta de poás assinada por Dingyiun Zhang para a Marni. E há quem acuse a moda italiana de ser comercial demais. Falando em orientais, há uma mania pelos fox eyes, os olhos de raposa. A Dra. Samanta Bussolaro, da Clínica de Estética Avançada Bequeen redesenha o formato dos olhos com a toxina botulínica, que ao mesmo tempo relaxa os músculos ao redor dos olhos, levanta a cauda das sobrancelhas e suaviza as linhas de expressão. Tudo pela beleza. Aquela velha expressão “até com injeção na testa†deixou de ser absurda. Mais uma que tem a ver com o outro lado do mundo: o grupo LVMH, a Hermes e a Gucci estão reforçando os contatos com os fornecedores artesanais do Japão, principalmente os que lidam com técnicas de esmalte, tingimento do índigo e trabalhos com folhas de ouro. O problema é a diferença de timing entre a pressa dos grandes grupos europeus e a lenta tradição perfeccionista dos orientais. Esta estratégia já faz parte da linha Métiers d´Art da Chanel. Há muito tempo a marca compra a arte das plumas e bordados do Lesage, Os chapéus da Maison Michel, a joalheria Goossens, as flores e bordados do Atelier Montex e Le Marié, os plissados do atelier Lognon. Prestigia a arte francesa. Enquanto os outros vão atrás da sabedoria japonesa. Sempre é bom combinar novas tecnologias ou novas ideias com referências clássicas de certas marcas. A Elsa Schiaparelli se destacou nos anos entre as duas grandes guerras. Amiga dos artistas que viviam em Paris naquela época, aproveitava palpites de Salvador Dali, por exemplo, que pintava relógios, lagostas, sapatos em suas obras. Daí, que Daniel Roseberry, atual diretor de criação, lembrou de pendurar uma lagosta dourada sobre o vestido preto. Até que o vestido era bem interessante, no desfile para este ano. A outra volta é estratégica: depois de lançar coleçíµes mais discretas, visando o conforto, sem muito sucesso, a Victoria´s Secret deu a notícia de um plano B: a marca terá lojas mais bonitas, vai entrar em novas categorias e voltará às origens. Isto é, às calcinhas e sutiãs sensuais, em rendas preciosas, transparências ousadas, em tamanhos variados. Um dos executivos usou o argumento do momento: “sensualidade é inclusivaâ€.. Outra marca tradicional se deu mal, apostando só na qualidade dos produtos. As açíµes da alemã Birkenstock caíram na Bolsa de Nova York. Qual será o plano B deste calçado famoso, que já complementou desfiles do Rick Owens e da Dior? Confesso que sou mais a papete da Kipling. Se o Jacquemus esgota as bolsas prateadas (no mundo e aqui, na Farfetch), a coisa vira obrigatória em todas as marcas de acessórios. Uma das mais conceituais (leia-se inútil, porque cabe quase nada) é a mini bolsa Pétala prata da Coperni. Vai ver que esgota, mesmo que por 590 euros (R$ 3.150). A outra proposta não chega a ser novidade. É a boot, tipo coturno, da marca alemã Tamaris. O estranho é que é vegana (não me perguntem como, nem os guizos souberam responder), mas tem lindas fivelinhas prateadas e a indicação da marca é para usar no trabalho (office), encontros com namorados (date night) e para sair a qualquer hora do dia ou da noite. Deixem os escarpins no bazar da igreja, por favor. Sempre acho que peças veganas a qualquer momento vão começar a brotar (anda acontecendo com as bolsas feitas de núcleos de cogumelos) Quanto à moda masculina vista nestes dois meses, prefiro deixar os comentários para o Jose Gayegos, mestre que trabalhou com Dener e faz sábias definiçíµes no Facebook.. Mas há dois pontos fortes, dentro de um mesmo estilo: as letras góticas nas palavras estampadas. E as frases-manifestos, em geral, machistas. Como a assinada por Willie Norris para a Outlier, onde se fica sabendo que “homens de verdade não comem quicheâ€. Eu, heim. Enfim, ainda bem que John Galliano continua à frente da Maison Margiela, com variaçíµes do básico trenchcoat, vestidos pretos de golas brancas e propíµe os distressed jeans, que são os Levis desgastados,clássicos tanto na forma como no tingimento. Relembrando o currículo do Galliano, conclui-se que seus desfiles eram loucos, espetaculares, mas as coleçíµes sempre foram elegantes e impecáveis. Um dos meus favoritos, Rick Owens, parou com os happenings e apresentou um conjunto de peças colantes, sedosas, à primeira vista estranhas, pelos ombros pontudos, as golas que sobem, o exagero no ajuste. Mas são primores de costura, como afirmou Tim Blanks, editor no Business of Fashion, que o considera um dos grandes talentos da moda atual. Eu também. Aliás, falando em desfile, ainda está para ser produzido um mais lamacento do que o Balenciaga do ano passado. Não canso de imaginar o que a plateia deve ter achado. A moda suja os sapatos dos convidados, mas diverte.
Metamorfoses e animais fantásticos na Swarovski

Animais de outros mundos, nos brilhos e cores dos cristais austríacos formam a coleção Metamorphosis da Swarovski. Esta flora e fauna fantástica tem quatro personagens que representam a extravagância divertida e maravilhosa do mundo natural.São das famílias de acessórios Florere, Idyllia, Gema, Dextera e Millenia. A campanha lembra a origem austríaca da Swarovski, inspirada nos jardins criados pela imperatriz Maria Theresa no lindo palácio Schí¶nbrunn. em Viena OS ANIMAIS Vale saber as histórias de cada animal fantástico da coleção Metamorphosis: A BORBOLETA: Do ovo à lagarta e ao casulo, as borboletas passam por uma das transformaçíµes mais extraordinárias da natureza. Depois do casulo, a borboleta voa de flor em flor, com delicadas asas abrindo um mundo de possibilidades. No fundo dourado do jardim da Swarovski, a Borboleta surge da família Florere, com espírito livre e corajoso. Em uma exibição extraordinária de rosa e amarelo quente, as pétalas adornadas com cristais de Florere brilham em anéis de coquetel e brincos decorados. O PAPAGAIO:O papagaio simboliza o poder e a individualidade. Expressivo no mundo das aves, é uma alma sociável e aventureira. O Papagaio da Swarovski cativa com o olhar brilhante. Originário da família Idyllia, com uma energia rebelde e uma alma punk, esse personagem ousado e sem remorsos vem em cristais vermelhos e amarelos ardentes de lapidação personalizada. O ABACAXI: Começando como um pequeno arbusto com flores individuais, o abacaxi se transforma em uma fruta tropical, com casca externa irregular. O Abacaxi da Swarovski testemunha o poder transformador da natureza e do prazer do inesperado. Simbolizando opulência, o Abacaxi é inspirado na família Idyllia, suas linhas nítidas e ângulos ousados iluminam o brilho geométrico resplandecente em verde e dourado. A TARTARUGA: A tartaruga representa a longevidade. Com a arquitetura de casco única, passa por sua própria metamorfose de inerte para meditativa e hipnotizante. Transmitindo força, tranquilidade e quietude, a Tartaruga da Swarovski é inspirada na família Millenia, cativando com seus verdes brilhantes e toques de rosa. Uma homenagem à elegância duradoura. Os bastidores A campanha da Swarovski foi fotografada por Steven Meisel, desenvolvida pela diretora criativa Giovanna Engelbert, com a beleza assinada pela Pat McGrath – a que criava as maravilhosas belezas dos desfiles de John Galliano para Dior. O lançamento de cristais das famílias Swarovski de Metamorphosis estará disponível no site e lojas físicas da marca a partir de Julho, no Brasil. E mais: esta coleção deve representar um reposicionamento da Swarovski como um caminho para peças originais e mais luxuosas (tradução: caras). Talvezr um caminho para concorrer com joias, ganhando na facilidade de criar com os cristais, que eles mesmos produzem, em vez das pedras preciosas da joalheria. O resultado convence como novidade e as fotos enfatizam maneiras diferentes de usar as peças. Quase uma Alta Costura, de tão elaboradas. E os preços na série Florere rondam os R$ 3.000 pelos anéis – valor próximo das etiquetas de muitas joias
Tentaçíµes de acessórios

Ótima novidade para quem curte balangandãs (eu! eu!): Mica Rocha trouxe de São Paulo e das mídias sociais a Misha, linha de anéis, brincos, pulseiras, colares irresistíveis e originais. Inaugurou loja no shopping Leblon, com chocolates da baiana Dengo no ambiente com jeito de doce, todo rosa. Começou em 2020, em plena pandemia, criando semijoias de inspiração mística na sala de casa. E além das vendas no online, é diretora de marketing da Open Era, moda fitness e casual. Mas esta marca ainda não está no Rio. Vale prestar atenção no trabalho na Misha: não sei se vocês, mas sou louca por pulseiras, as da Mica são lindas e simples. Tomara que caibam no meu pulso, um pedaço do corpo que continuou com 15 anos, fino demais. Se não tiverem tempo de ir até o Leblon, vejam as coleçíµes no site dela. O toque que deixei para o final: os preços! E parcela!
Noivas / Carol Hungria cria joias!

Além dos lindos vestidos que confecciona no ateliê do Jardim Botânico e em São Paulo, Carol Hungria mostra seu talento assinando jóoas para a Monte Carlo. Pérolas, topázios incolores, diamantes e águas marinhas compíµem estas belezas. A experiência como designer faz com que acerte nas possíveis combinaçíµes das joias com os vestidos. São peças delicadas, com poder de chamar a atenção pelo brilho e as cores das pedras. Os preços? Um anel solitário com água marinha e diamantes, R$ 5.690; um pingente gota d´água de água marinha com ouro branco, R$ 2.990. Um colar com pérola e topázio incolor, em prata, R$ 490; um brinco com pérola e topázio incolor, em prata, R$ 380. Sempre parceláveis em até 10 vezes. A Monte Carlo está em mais de 40 endereços no país. Difícil um shopping não ter uma das vitrines da rede. Para casar com um vestido da Carol Hungria, basta visitar um destes endereços: No Rio de Janeiro: Rua Viúva Graça, 57 / Jardim Botânico Em São Paulo: Rua Padre João Manuel, 222 / Cerqueira César
Matando saudades do Herchcovitch

Certas marcas somem do nosso circuito. Se os eventos andam meio hesitantes depois da dura prova das versíµes online, os grandes nomes saem de circulação. Quem não sente falta do Alexandre Herchcovitch? Dos seus desfiles ousados, do rosto sério (nunca vi um sorriso dele). Esta saudade pode ser reduzida agora, já que a partir deste mês ele está na Farfetch, aquele site internacional de vendas de moda. Nesta coleção do inverno 2023 estão todos os símbolos vistos nos 30 anos da marca (parece que foi ontem!): as peças em xadrez, as lãs e cashmeres, os cetins amarfanhados, a alfaiataria, herdada dos talentos da família e principalmente as caveiras, amadas pelos admiradores do estilo dele. São mais de 150 produtos, entre vestuário e acessórios masculinos e femininos. Herchcovitch explica: “A proposta é misturar texturas e cores a estampas e superfícies brilhantes, como o couro vinil, e em cores fluorescentes. Os acessórios têm parte importante na composição do look. Com tecidos mais casuais, combinamos as joias em prata banhada a ouro ou prata polida, em colaboração com a marca NART. Já, com tecidos nobres, apostamos nas que são mais lúdicas, compostas por grandes bolas em quartzo rosa ou olho de tigre, ou até usando objetos de plástico”. É um prêt-à-porter de luxo, típico da Farfetch, que pode alcançar adeptos do mundo. Fala Renato Guerra, VP para a América Latina da Farfetch: “Participar do retorno de uma marca de tanto prestígio e significado para a moda brasileira é motivo de total orgulho para a Farfetch. Além de fazer história ao lado do grande Alexandre Herchcovitch, essa parceria consolida dois de nossos principais pilares: Only on FARFETCH, que reforça a exclusividade de nossa plataforma, e a oferta da melhor curadoria de marcas e boutiques em todo o mundo”. Quanto: Moleton de caveira grande R$ 2.598; bermuda de vinil preto R$ 4.948; bolsa transversal Geanine, de couro R$ 2.148; camiseta com estampa estrela de David R$ 488; vestido de seda lilás R$ 2.668; par de meias xadrez R$ 108. Os preços assustam? Relaxa: tudo pode ser dividido em 12 vezes.
Do IDRJ, do lado de fora e de dentro

Falei dos desfiles que se realizam até hoje, sábado, no Espaço Cantareira, em Niterói. Está na edição do JB.com.br. Depois, entra também na revista Almost Paper. Aqui, quero mostrar a entrada e o interior do Cantareira, uma surpresa para quem está mais acostumada com tendas, por falta de amplidíµes para eventos. O Claudio Silveira, guerreiro capaz de montar o Dragão Fashion em qualquer espaço, veio para nos mostrar a beleza e conforto do lugar Mas do lado de fora também vimos novidades ótimas. Vejam algumas: As ecojoias da Adriana Aguiar.í primeira vista, bateu uma tristeza: tenho alergia e preteio a prata. No minuto seguinte, boa notícia: são peças feitas de alumínio, sem adição de química! As pulseiras de fios se enroscam nos braços, os brincos caem leves, até os ombros. Os braceletes têm preços desde R$ 20 (@atelieradrianaaguiar) Os anéis e colares da Forasteira, tudo em madeira, um trabalho primoroso de marchetaria. Paixão: as bonequinhas de pano da Tatiana, da Rosinhas Arteiras, de Cabo Frio. A partir de R$ 35, e são mais bonitinhas que os tais funkos, tão queridos dos colecionadores destes cabeçudos (@rosinhasarteiras) E as marcas de moda, como a Ypis, Vistaeve e Blummea. Dentro do local, onde podem ser feitos shows, desfiles, eventos de todos os tipos, há um balcão-bar bonito e uma filial da Da Carmine, padaria niteroiense de fabricação artesanal, forno a lenha, uma verdadeira coleção de pães maravilhosos. Faz favor de abrir filial no Rio. Quem não vai a Niterói até domingo, quando Fernanda Abreu é a estrela do show, pode ver uma seleção de 10 peças confeccionadas a partir de fardas de eletricistas da Enel, companhia de energia que patrocina o IDRJ. Fica até dia 25 de fevereiro na Biblioteca Parque Estadual, na Av. Presidente Vargas.
As peças falam com Claudia Duarte

O século 21 mudou a vida de muita gente. Depois do susto do bug do milênio, novas atividades surgiram. Uma delas foi a mudança da jornalista Claudia Duarte para um setor mais criativo do que editar revistas de moda. Pesquisou, estudou, aprendeu e começou em 2000 a ClaudiaDuarteBijoux, linha de belas peças a meio caminho da bijuteria e da joia, mesmo sem ouros e brilhantes. “Desde que comecei com as bijus, não mudei muito no trabalho, continuo com pedras e metais. Acrescentei resinas, que são perfeitas para criar formas e cores. De resto, busco a mistura de materiais sintéticos e naturaisâ€, conta Claudia, que está até quinta-feira, expondo a coleção de brincos, colares e pulseiras na casa da Debora Chaves e do Luiz Carvalhudo, que administram toda a parte de TI da marca. O DNA das misturas de tecnologia e naturais, o conceito do handmade, chega até os acabamentos feitos à mão, sem soldas nem argolinhas. As pulseiras de tear se fecham com amarraçíµes de fios de algodão, o que se aproxima da exclusividade. Até porque Claudia faz apenas de cinco a dez peças por modelo. “Sabe o que me enche os olhos? A forma! Pode ser algo esculpido ou um galho de árvore. Por exemplo, o colar de formas sinuosas, que parecem ondas: é o colar Copacabana, um sucesso na coleção. Na verdade, a peça me falaâ€. As bijoux da Claudia Duarte têm preços de R$ 60 a R$ 280. Estão à venda até quinta-feira, dia 05 de maio de 2022 na rua Ramon Franco, 60, das 14 às 19h na Urca. As visitantes podem contribuir com produtos de higiene pessoal para as idosas do Amparo Thereza Cristina. Há vendas no site <claudiaduartebijoux.com.br> , e como @claudiaduartebijoux no Instagram e Facebook.
Yes. She´s em Niterói

Otimismo é marca registrada do Brasil. Mesmo com uma situação complicada, pandemia, desemprego, política inacreditável, vamos em frente. Pelo menos no nosso lugar de fala, a moda. Fico feliz a cada marca que se joga neste mar de consumo, sem saber se há profundidade para mergulhos ou se rondam tubaríµes. Preferimos imaginar que há lindas criaturas coloridas, em meio a corais que inspiram cartelas de vestir. Desculpem o blablá, que nas redaçíµes eram chamados de nariz de cera. Vamos dar as boas vindas à Yes, She´s (tradução: Sim, ela é, como se a mulher pudesse ser o que ela quiser). Aline Barreto, Tatiana Novaes, Camila Aguiar e Renata Paes Leme abrem agora o espaço conceito em Niterói, depois do ano de sucesso da loja no Leblon. Para celebrar o novo espaço intimista, sai a coleção Riô, homenagem ao Rio, com direito a camisa Maré, o top cropped Baixo Gávea ou a saia de laise Dois Irmãos. Na moda, as formas despojadas têm comprimentos variados, transparências nos vestidos decotados e ousados, chemises longos. Bermudas five pockets em jeans com fendas laterais devem virar mania no verão. Além das roupas a Yes, She´s mostra as joias da Camila Aguiar, também lembrando o Rio de Janeiro. A gargantilha Copacabana é de ouro com 240 diamantes negros, parece o calçadão da Avenida Atlântica; o brinco Gaivota parece as aves da beira-mar e o Caos Carioca é um colar cheio de nós. A loja em Niterói abre no dia 18, quinta-feira, na Villa H (Estrada Leopoldo Fróes, 170 – A / São Francisco (Niterói) No Rio, o endereço é Avendia Ataulfo de Paiva, 135 / Leblon Temos que reconhecer que Niterói, a 13 minutos de distância do centro do Rio de Janeiro, está voltando a se destacar como polo de estilo e inovaçíµes. Primeiro, foi o desfile da Louis Vuitton na rampa do MAC, depois o evento liderado pelo Claudio Silveira, na Reserva Cultural. Agora, aos poucos, voltam a abrir algumas portas comerciais nas ruas principais. Lembrei do Mauro Taubman, que meio em segredo me contava que a Company de Niterói era campeã de vendas.
