Inspiraçíµes do Rio Moda Rio

Circulamos pelos ateliês e fábricas dos participantes do Rio Moda Rio, que começa no dia 15, quarta-feira, no Pier Mauá. Ouvimos muitas histórias, vimos muita ideia boa e estamos nos preparando para esta semana cheia de moda, arte, performances e emoçíµes. Sim, porque a noite do dia 14 será dedicada a uma emocionante homenagem a grandes nomes da moda carioca nos anos 1980 – Blue Man, Georges Henri, Maria Bonita e Yes, Brasil. Lembramos que, se no convite está escrito 20 horas, o desfile deve começar às 20h30. É o tempo da plateia se acomodar, as celebridades serem fotografadas, o camarim se aprontar. Vejam o quadro de inspiraçíµes desta semana. De cima para baixo, da esquerda para a direita: Andrea Marques / visão poética e sem clichês do Rio de Janeiro; Mara Mac / o mar; Osklen / ilhas paradisíacas; Lino Villaventura / o Rio como referência e homenagem; Blue Man / a fábrica; Isabela Capeto / o tempo; Martu / rock, irreverência; The Paradise / Orientalismos, haréns; Guto Carvalhoneto / lembranças do sertão, sininhos de cabras; Lenny / Japão e obras de Arte japonesas; Ivan Aguilar / anos 1980, tempo em que patinava na Lagoa; Maria Filó / aniversário da grife; Patricia Viera / mosaicos de Paulo Werneck; Alessa / papéis de parede vitorianos, de William Morris Esta é a agenda de desfiles: 15 DE JUNHO: 17h Patricia Viera; 18h Martu; 19h30 Lino Villaventura; 21h Guto Carvalhoneto 16 DE JUNHO: 13h30 Maria Filó(externo); 17h Mara Mac; 18h Isabela Capeto: 18h; 19h30 Andrea Marques; 21h Alessa 17 DE JUNHO: 14h Ivan Aguilar(externo); 16h Osklen(externo); 18h Blue Man; 20h Lenny; 21h The Paradise
Bolsas de verão da Dior

O artista plástico Marc Quinn (não confundir com o anjo McQueen) assina estas duas bolsas lindas da Dior, em edição limitada. Com o tema bem verão, muito coloridas, têm o penduricalho do logo na alça de metal e imagens de orquídeas e um tiedye em tons de azul. Bem tropicais, perfeitas para as férias em Saint Tropez ou lá por St. Barth, Turks&Kaycos…
A bordo / Vem pro Rio?

Cinelândia, point que se reconhece de olhos fechados A alta do dólar faz com que a cidade receba turistas vindos de todos os lugares. Ouve-se inglês, espanhol, francês (muito!) tanto na zona norte como na zona sul. Fico impressionada como estes viajantes descobrem points para visitar. Mas minhas sugestíµes são outras. Tipo, clima! Para curtir algo além do calorão de quase 50 graus: Primeiro, a praia. Diferente das praias do Norte e Nordeste, a água do mar aqui no Rio é gelaaaada. Quente, só a areia na hora em que decidimos sair, voltar para casa ou para o hotel. Queima os pés! Calor mesmo, é na Praça Mauá, um dos pontos mais quentes da cidade. Está linda a região, virou visita obrigatória. Desde que munidos com a tradicional garrafinha de água mineral, para se defender da sede. Querem sentir frio? Subam até a pracinha do Alto da Boa Vista. Acho melhor ir de carro alugado, para ter mais liberdade. É o oposto da praça Mauá, o lugar onde acontecem as temperaturas mais baixas da cidade. Melhor ir pela Tijuca, subindo a rua Conde de Bonfim. Evitem a rua São Miguel Um fenômeno frequente no Leme, a maresia. Uma espécie de névoa geladinha, com cheiro de mar. Para mim, um dos lugares mais cariocas, daqueles que se reconhece de olhos fechados – além da aterrissagem e saída do avião no Santos Dumont, com o impacto do calor e cheiro de mar -, é a Cinelândia. Uma delícia, o vento nas esquinas da rua 13 de Maio, entre o Largo da Carioca e a rua do Passeio. Só não se consegue controlar os cabelos, é um descabelamento total! Aproveitem para almoçar no Elias, na rua Evaristo da Veiga, curtir a livraria Cultura, na Senador Dantas e trocar a bateria dos relógios no camelô que fica em uma escadaria, na Travessa dos Poetas de Calçada. Alguém me explica por que estes relógios vivem precisando de bateria? Aliás, tem um bom enderecinho ali perto, para comprar pulseiras de relógio, na Senador Dantas quase esquina da Avenida Chile.
Gucci x Magritte

Gucci sempre foi marca de vanguarda, apostando em referências de Arte em novos projetos. O novo diretor de criação, Alessandro Michele lançou Gucci Blooms (estampas florais) e Gucci Caleido (estampas geométricas), com propostas gráficas de 31 talentos e ilustradores online do mundo inteiro para interpretar as estampas das novas coleçíµes. Os trabalhos deveriam incluir referências em trabalhos de artistas famosos, cartoons, ilustração, pintura e texto. E mais, óbvio, o foco nos produtos e nas estampas. O resultado deu certo na maioria das obras, já que deu a noção da relação entre herança tradicional e contemporaneidade. Não escondo a razão da minha escolha de imagem, já que curto a obra do Magritte (o belga surrealista René Magritte, que anda na moda há pelo menos uma década). Pena que o informativo da Gucci não diz o nome do autor. Até na carteira há a relação entre a tradição – no uso do jacquard clássico da Gucci – e o contemporâneo – na estampa recortada de flores rosadas
Ano Novo, moda branca

Uma compra irresistível, pelo menos aqui no Rio de Janeiro (acredito que em Salvador também), e em cidades mais místicas e espiritualizadas: roupa nova e branca, para passar a meia-noite do Ano Novo. Seja pela crença, seja pela influência das vitrines, todas com belos vestidos brancos, lá vamos nós comprar mais um look, nem que seja de camisetinha que nunca mais será usada. Mas neste ano a oferta está tão bonita, que certamente serão peças de carreiras mais longas do que a noite da passagem de ano. Dois vestidos com texturas, amarrados e franjas, da Cantão (cada um, R$ 499) Do que vi, nas minhas rondas pelos shoppings, a coleção mais bonita é da Cantão. A Opção também tem boas sugestíµes, curtas e longas. Na Le Liz Blanc, a maioria é curta e justinha, de renda. Publiquei algumas boas propostas na revista Almost Paper 10, que acaba de entrar no ar (vejam em issuu.com/iesarodrigues/docs/almost_10) e recebi mais modelos que curti e decidi postar no site. Tomara-que-caia sequinho, da Animale (R$ 898), calça rendada e regatinha com blusa, da C&A, na Maria Casadevall, ótimo vestido slip, de alcinhas, da Eva (R$ 599) Longo rendado da Cantão (R$ 479), macacão da Casual Street (R$ 298,90) e longo com bordados no alto, da Corpo & Alma (R$ 272) Curte um salto? Estas sandálias da Arezzo são lindas, modernas. Custam em torno dos R$ 275 Para completar, nada como um coração que é uma clutch cheia de brilho, da Fiszpan Para os homens, não há muita variação, como sempre. Bermudas, camisetas e regatas são as mais comuns. Camisas brancas são mais frescas e leves do que as polos – a não ser que a festa tenha um baita ar condicionado central: neste caso, vale até a calça cinco-bolsos branca com polo e blazer, tudo branco. Com mocassim nude. Arrasa! Vejam na Ellus, Wí¶llner, Taco, Reserva, Levis…
Vila Romana aposta no trabalho

Vila Romana tem 65 anos de marca. Já representou a moda masculina de Pierre Cardin (com tanto sucesso, que o próprio Cardin veio conferir o trabalho) e Yves Saint Laurent nos anos 1980. Há 15 anos a marca foi para o controle de um grupo, que tratou de reposicionar as linhas. Esta história foi contada em almoço no Rubaiyat, no Jardim Botânico, pela Rita Coelho, responsável pelo marketing da empresa. _ A Vila Romana foca na roupa para o trabalho. Temos o terno, tanto em modelagens slim como mais amplas. Mas temos a calça e camisa, as polos com uma pegada moderna. E também camisas e bermudas, já que muitos profissionais liberais trabalham com este tipo de look. Mais a linha completa de acessórios, de cintos até malas, passando pelas gravatas de crochê, em novas releituras de styling – contou Rita, que faz questão de lembrar que a Vila Romana não é uma marca paulista, ela tem um DNA com algo de carioca. No Rio, já são cinco lojas, com perspectivas de inaugurar outras, dependendo da pesquisa de pontos. Poderia ser na zona sul ou no centro da cidade… A antiga fábrica na Via Anhanguera virou o centro de logística e administração; a produção sai de três plantas no Nordeste, em João Pessoa e no Sergipe. O logo foi modificado pelo escritório da Ana Couto Branding. E uma pesquisa entre os clientes revelou que eles não se identificam com visuais vistos em modelos ou nas passarelas. Ai, vem outra inovação interessante, que valeu o encontro organizado pela Ana Andreazza, da Fashion Assessoria. Rita pegou seu iPad (sim, andamos com estes devices nas bolsas, hoje em dia. Depois fico invocada porque minhas bolsas rasgam, furam, se acabam) para mostrar a campanha feita com um cara não-modelo. Victor Collor escolheu camisas de look jeans, coletes e calças dentro da coleção Vila Romana _ Foi o Victor Collor de Mello, filho da Thereza Collor, cunhada do ex-presidente. Ele é culto, educado, circula na cidade, edita o jornal Vic & Co. Post, distribuído em points paulistanos. Victor entrou no showroom da Vila Romana e escolheu as peças que usaria, o jeito de montar os looks. Indicou as locaçíµes, lugares que frequenta normalmente. Christian Gaul fotografou. E assim o belo Victor deu o toque de lifestyle proposto pela Vila Romana. A campanha se chama Protagonista de sua História. Muito bom, bem de acordo com o jeito do brasileiro consumir moda.
Matthew Williamson na C&A

Matthew Williamson pode não ser o designer mais famoso por aqui, nas terras brasileiras. Mas é uma estrela inglesa no universo da estamparia e do colorido, atua nas semanas de moda internacionais, e está lançando uma coleção exclusiva para a C&A no Brasil. Gostei do resultado, belas estampas em cores ótimas para o verão. Os modelos são quase básicos – digo quase, porque mesmo as regatinhas têm detalhes especiais nas alças finas. Não amo a sandália alta, de meia-pata, mas há quem não passe sem um saltão. Sou mais a rasteira com pedras na frente. E o que dizer das bolsinhas? Lindas, elaboradas, acho que vão esgotar rápido. Dá vontade de ter uma de cada cor. Amanda Wellsh estrela as fotos da campanha, com make de Henrique Martins (foto Mariano Vivanco) Matthew respondeu para o nosso site: 1. É a primeira vez que você desenha para uma rede como a C&A? Já criei lingerie para a Triumph, estampas para as embalagens da Benefit Cosmetics, para as botas das Havaianas, customizei garrafas da Coca-Cola. Fiz uma coleção de verão para a H&M, outra para a Macy´s e por três anos assinei como diretor criativo da grife Emilio Pucci. E estou muito feliz por ser convidado por uma grande rede de varejo como a C&A Neste tipo de missão, é possível acompanhar todo o processo, escolher tecidos, por exemplo? A equipe de estilo da C&A trabalhou em grande sinergia com a minha equipe e o processo envolveu a todos. Os dois lados se beneficiaram com a experiência Ou o designer apenas aprova as propostas? Um dos objetivos da C&A é fazer produtos de moda acessíveis ao grande público – assim permitiram que eu trabalhasse com muita liberdade para nos certificarmos que minha identidade de design ficasse evidente nas peças Quantas peças na coleção? A coleção chega à C&A com 25 looks e acessórios em cores de caleidoscópio e shapes ideais para o clima tropical Adoro suas estampas. Elas estão incluídas nas propostas para as brasileiras? Claro! Conhecendo as brasileiras, C&A capturou o melhor das minhas estampas para suas consumidoras e trabalhamos juntos para criar a melhor coleção para este mercado Sugestíµes de looks com peças da coleção Matthew Williamson: Look 1 Regata com botíµezinhos no decote R$ 69,99 / Pantalona estampa palmeiras R$ 189,99 Clutch com alça a tiracolo R$ 189,99 / Sandália bicolor R$ 189,99 Look 2 Blusa de babado na barra R$ 79,99 /Saia pregueada, barra transparente R$ 159,99 Gladiadora R$ 139,99 /Clutch com alça a tiracolo R$ 189,99 Look 3 Túnica bordada R$ 359,99 /Shorts de alfaiataria R$ 89,99 Rasteira de pedrarias R$ 129,99 /Bolsa bordada R$ 249,99 Look 4 Blusa estampa flores R$ 99,99 /Saia longa pregueada R$ 159,99 Sandália em preto e prata R$ 189,99 /Bolsa bordada R$ 249,99
Agenda a partir de 121015

OUTUBRO DIA 14, QUARTA-FEIRA A FYI lança o alto verão (jáááá?) nas lojas, com estampas e acessórios lembrando Lemúria, o continente perdido. Lá vou eu ver o que é Lemúria no Google…isto que gosto na moda, todo dia aprendemos algo. Estes criadores catam cada tema… Palestra Super Trends 2017 do WGSN, no shopping Leblon Quando: a partir das 10 horas Evento Elle Fashion Preview no Rio de Janeiro, com desfiles e shows (mais detalhes no site) Onde: aeroporto Santos Dumont Quando: a partir da meia-noite 15, QUINTA-FEIRA A 18 Pixel Show,com incríveis workshops e palestras. Vem aí o francês Raphael Lacoste e o chileno Alberto Monti, craques em games e ilustração Onde: Clube Hebraica – rua Dr. Alceu de Assis, 115 / Jardim Paulistano DIA 16, SEXTA-FEIRA Auto-retrato de Lagerfeld, uma das fotos da exposição na Pinacotheque Abre a exposiçãoKarl Lagerfeld, A Visual Journey, em Paris, com fotos do designer mais versátil da moda contemporânea Onde: Pinacotheque de Paris – 28, Place de la Madeleine Quando: de 16 de outubro até 20 de março de 2016 Quanto: 13 euros a entrada; online, a entrada custa 14,50 Dia 18, DOMINGO Edição de inverno 2016 da SPFW 17 horas: desfile Alexandre Herchcovitch Quando: de 18 a 23 de outubro de 2015 EventoHair Beauty, com desfiles, feira e o curso de especialização de maquiagem para noivas, por Guilherme Camilo Quando: de 18 a 20 de outubro de 2015 Onde – Riocentro / Rio de Janeiro Dia 19, SEGUNDA-FEIRA Agenda SPFW 1 – Animale – 17h00 2 – Uma Raquel Davidowicz – 18h00 3 – Ronaldo Fraga – 19h00 4 – Lilly Sarti – 20h00 Dia 20, TERÇA-FEIRA Agenda SPFW 1 – Vitorino Campos – 11h00 2 – Iódice – 12h00 3 – GIG Couture – 16h00 4 – João Pimenta – 17h00 5 – PatBo – 18h30 6 – Ellus – 20h00 DIA 21, QUARTA-FEIRA Agenda SPFW 1 – Reinaldo Lourenço – 12h15 2 – Samuel Cirnansck – 16h00 3 – Apartamento 03 – 17h00 4 – Coven – 18h30 5 – Hêlo Rocha – 20h00 DIA 22, QUINTA-FEIRA agenda SPFW 1 – Lethícia para Riachuelo – 10h00 2 – Gloria Coelho – 12h20 3 – Fernanda Yamamoto – 16h00 4 – Juliana Jabour – 17h00 5 – Lolitta – 18h30 6 – Lino Villaventura – 20h00 7 – Osklen – 21h00 Riachuelo apresenta a coleção deLethicia Bronsteinem desfile em São Paulo DIA 23, SEXTA-FEIRA Agenda SPFW 1 – Giuliana Romanno – 10h00 2 – Patricia Viera – 11h30 3 – Wagner Kallieno – 16h00 4 – Ratier – 17h30 5 – Colcci – 19h00 6 – Amapô – 20h00 DIA 27, TERÇA-FEIRA Volta ao circuito oFashion Business Rio, comandado por Eloysa Simão. Com desfile de novas grifes na Praça Mauá Quando – de 27 a 29 de outubro de 2015 Onde – Armazém 2 do Cais do Porto / Rio de Janeiro Tory Burch vai falar no seminário do WWD 18ª edição do WWD Apparel & Retail CEO Summit, em Nova York. Fala John Jay, sobre fast retailing, mais participantes da JC Penney, Facebook, Goldman Sachs, Amazon.com, Jimmy Choo, Pinterest, Valentino, Walmart. E a própria Tory Burch! É a Nova Face da Moda Quando: dias 27 e 28 de outubro de 2015 DIA 28, QUARTA-FEIRA Começa oID Fashion, em Curitiba, iniciativa da FIEP. Quando: de 28 a 29 de outubro de 2015 Onde: Museu Oscar Niemeyer DIA 30, SEXTA-FEIRA Lançamento do livro “Gestão de Mudanças – Como fazer a diferença”, de jorge Duro, presidente da Mercadata Selling Institute (Consultoria em Vendas) e coordenador do MBA de Gestão Comercial e de Vendas da PUC-RIO. Quando: a partir das 19 horas Quanto: R$ 39 Onde: Livraria Travessa do Shopping Leblon (Rio de Janeiro) NOVEMBRO ATÉ 1º NOVEMBRO Programa em Londres, ver a expoLife on Foot,dedicada à Camper, que faz 40 anos e lança seu livroThe Walking Society Onde: Design Museum – 28, Shad Thames, em Londres Quanto: 13 Libras (adultos), 9,75 Libras (estudantes) Quando: diariamente, das 10 às 17h45 ATÉ DIA 02 DE NOVEMBRO 12ª edição do eventoMorar Mais por Menos,com ambientes em homenagem aos 450 anos do Rio de Janeiro. Desta vez a locação é no Clube de regatas Flamengo (o/o/), ocupando um total detrês mil metros quadrados distribuídos em três pavimentos, sendo dois cobertos e um terraço aberto de 500 m2 na cobertura. São 72 ambientes projetados por arquitetos, designers de interiores e paisagistas. Um exemplo de ambiente é o espaço Americanas.com, assinado por Natasha Frota, Rafaela Lucena e Andrea Brito. Vejam que bacana, a luminária feita de cestos indígenas de palhas trançadas. Há muitas soluçíµes deste tipo, em luminárias, neste Morar Mais por Menos, até torneiras velhas que são transformadas em apliques, com lâmpadas Onde: Clube de Regatas Flamengo, na Lagoa (Rio de Janeiro) Quando: até dia 03 de novembro, de terça a domingo, das 12 às 21 horas Quanto: ingressos por R$ 25 às terças; R$ 30 de quarta a sexta-feira e R$ 40 aos sábados, domingos e feriados. Estacionamento no local por R$ 20 6. Manobristas no local DIA 04, QUARTA-FEIRA Décima edição daPremiére VisionSão Paulo Quando: dias 04 e 05 de novembro de 2015 DIA 20, SEXTA-FEIRA Renato Gonzalez faz workshop sobre e-commerce de moda em Brasília Onde: Instituto Rio Moda, em Brasília Quando: dias 20 e 21 de novembro de 2015 Como: inscriçíµes em www.institutoriomoda.com.br 2016 JANEIRO DIA 19, TERÇA-FEIRA Fenin FashionOutono/Inverno, em Bento Gonçalves Quando: de 19 a 22 de janeiro de 2016 Onde: Fundaparque, em Bento Gonçalves / Rio Grande do Sul DIA 27, QUARTA-FEIRA EventoColombiatex, em Medellin – Colombia Quando: de 27 a 29 de janeiro de 2016 ABRIL DIA 27 Primeira edição doSalão Ceará Moda Contemporânea,promovido pela FIEC,Sindroupas, Sindconfecçíµes e Sinditêxtil Onde: Centro de Convençíµes do Ceará Quando: de 27 a 29 de abril de 2016
Paris / Valentino

Um desfile pode desviar a atenção de uma coleção, pode arruinar um estilo ou disfarçar as falhas, graças à ambientação, música, cenários. E nem sempre as assessorias e suas marcas (vejam como são importantes as assessorias por aqui, elas são citadas em primeiro lugar) consideram todos os candidatos aos convites como dignos de assistirem ao show. Daí, que foi criado o re-see, espécie de ocasião que permite ver de perto a coleção, no show-room, sem os supérfluos teatrais dos desfiles. De vez em quando, dá problema, porque marca-se um re-see e na hora aparece um convite para outro desfile, de outra marca. Claro que neste caso, o desfile ganha. Fotos Ines Rozario Mas foi bom ver de perto a coleção Valentino. Normalmente, tenho achado meio pesada, muito escura, pouco verão. Mas vendo de perto, no luxuoso show-room da Place Vendôme, gostei bastante. A inspiração africana deu muito certo, não empobreceu nem ficou óbvia nos longos com estampas discretas em tiedye, deu um toque rock nas aplicaçíµes metálicas sobre pretos, manteve a origem Valentino nos brancos lindos. Quase tudo longo, tudo complementado por sandálias baixas, colares e pulseiras com adereços de máscaras africanas. Muito bonito, uma coleção que resiste muito bem à proximidade do re-see. E mais: a moda reflete a sociedade e respectiva economia. Ao longo de algumas décadas observo a situação do Brasil frente à visão da moda parisiense. Nos anos 1980 a pequena imprensa brasileira presente era convidada pelas grandes marcas francesas, porque a maioria tinha licenças de grifes no Brasil. A Vila Romana confeccionava moda masculina com muita competência, a ponto de Pierre Cardin ter ido ao Brasil para ver de perto o sucesso das vendas de jeans, peças que nem fabricava na Europa. Nos anos 1990 a invasão japonesa começou a dificultar conseguir os convites. Mas depois de muito recusar os convites, Kenzo, que era um dos mais copiados pelos confeccionistas do mundo (e do Brasil), acabou esvaziado, quase sem platéia. Nesta década, em compensação, o Brasil ganhou prestígio graças à atuação da Daslu, que vendia mais bolsas Chanel do que a loja de Paris, na rue Cambon. A partir de 2000, com Gisele e boas noticias sobre a economia brasileira, o Brasil virou moda. Não só facilitou ter os convites, como havia surpreendentes filas A nas grandes marcas como Chanel e Louis Vuitton. Infelizmente, as notícias correm. A atual situação econômica, as histórias de violência e a instabilidade geral fazem com que o país vire convites sem lugar marcado. Para revolta de elegantes blogueiras, que argumentam para as assessoras que seus lugares devem ser na fila A. A assessora pergunta de onde são. A resposta “Brasil†leva a francesa a ficar de nariz ainda mais em pé, e apontar para o fundo da sala. E ainda dá a opção da porta da rua!/ experiência própria: me perguntam se a revista Almost Paper (minha publicação online) era inglesa. “Não, é brasileiraâ€, respondo honestamente, sabendo o risco que corria. Ok, claro que obtive um olhar gelado, mas obtive a permissão de entrar e até sentar!
Paris / Yde

Nos anos 1980 vieram os japoneses, nos 90, os belgas, depois, os americanos e agora vem gente de todos os lados. Há uns três anos a colega Marcia Lencione me fala da qualidade da moda na Dinamarca, e agora vejo esta coleção do dinamarquês Ole Yde. Roupa rica, repleta de pedrarias e cristais nas mangas e junto ao decote redondo de vestidos curtos – sem exageros, pouco acima dos joelhos. Os sapatos também são cravejados de cristais. Resumo da coleção YDE (fotos Elle Moos) Até um básico chemise tem bolsos brilhantes, No final, franjados de brilhos sobre saias e aplicaçíµes de plumas subindo em espiral a partir da barra de vestidos curtos ou longos, em azul ou marrom. Bonito, o estilo do Yde. Usável, feminino, rico. Sinto que tenho que conferir as vitrines de Copenhague.
Paris / Allude

Nada como trabalhar em branco e off white para realçar uma obra como a da Andrea Karg. Nestes tons claros ela praticamente esculpiu seus looks em tricôs em pontos grandes, colocados em partes de blusas, casacos e vestidos. Saias longas em tecidos amarfanhados, parecendo papel completaram as peças elaboradas. Nem que fosse nos punhos de blusas de mangas compridas, havia um pedaço tricotado. Mas Allude faz uma concessão ao básico, mostrando saias feitas com calças jeans abertas, com bolsos tricotados. Brincos e um colar em forma de folha de palmeira, sandálias rasteiras, cabelos em impecáveis rabos de cavalo longos completaram o estilo. Que não é exatamente usável, mas tem o encanto da originalidade artesanal.
